O senador Flávio Bolsonaro afirmou ter recebido apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro após a divulgação de áudios relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-chefe do Executivo.
Em declaração à CNN, Flávio relatou que esteve com o pai nesta quarta-feira (13) para alertá-lo sobre a repercussão política do caso. Segundo o senador, Bolsonaro pediu que ele “ficasse firme” diante das críticas e classificou o projeto cinematográfico como uma iniciativa privada sem uso de recursos públicos.
“Ele me disse pra ficar firme, pois não havia absolutamente nada de errado com o filme e que nada melhor do que a verdade para esclarecer os fatos”, afirmou Flávio. O senador também declarou que o ex-presidente criticou o uso de verbas públicas em produções ligadas ao PT e rejeitou especulações sobre uma possível candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro à Presidência da República.
Segundo Flávio, “não existe nenhuma possibilidade” de Michelle disputar o Palácio do Planalto, apesar das especulações levantadas por parte da imprensa nos últimos dias.
A repercussão ocorreu após reportagem publicada pelo site Intercept Brasil afirmar que Flávio teria negociado diretamente com o banqueiro Daniel Vorcaro um aporte de US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões — para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro.
Depois da divulgação das informações, o senador convocou uma reunião de emergência com integrantes de sua campanha e voltou a negar qualquer irregularidade. Flávio afirmou que conheceu Vorcaro apenas em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia terminado e antes de surgirem acusações públicas contra o empresário.
O parlamentar reiterou que os contatos tiveram como objetivo apenas buscar patrocínio privado para a produção audiovisual. “Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, declarou.
Flávio também negou ter oferecido vantagens ao banqueiro ou intermediado negócios ligados ao governo. Segundo ele, o contato ocorreu exclusivamente para cobrar o pagamento de parcelas de patrocínio destinadas à conclusão do filme.
Ao final da manifestação, o senador voltou a defender a criação de uma CPI para investigar o Banco Master. “É preciso separar os inocentes dos bandidos”, afirmou.