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Flávio nega atuação para empresa ligada a Vorcaro e contesta emissão de notas fiscais

Flávio nega atuação para empresa ligada a Vorcaro e contesta emissão de notas fiscais

Senador afirma que recusou prestar serviços à Copenhagen, mas não detalha a emissão de documentos fiscais que foram posteriormente cancelados

Por: Redação

24/07/2026 às 08:04

Imagem de Flávio nega atuação para empresa ligada a Vorcaro e contesta emissão de notas fiscais

Foto: Andressa Anholete

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quarta-feira (22) que nunca prestou serviços advocatícios para a Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., empresa apontada em investigações como integrante da estrutura financeira ligada ao empresário Daniel Vorcaro.

A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais, após a divulgação de documentos que mostram a emissão de notas fiscais pelo escritório de advocacia do parlamentar em favor da empresa. Flávio, no entanto, não explicou o motivo da emissão dos documentos referentes a um serviço que, segundo ele, acabou não sendo realizado.

De acordo com os registros, em 7 de abril de 2025 o escritório de Flávio emitiu duas notas fiscais de R$ 500 mil cada para a Copenhagen. Os dois documentos foram cancelados no mesmo período.

Dois dias depois, em 9 de abril, foi emitida uma terceira nota fiscal, também no valor de R$ 500 mil, desta vez em favor da Contábil Correa. A empresa tem como sócio-administrador Rogério Lourenço Novo, que também figura como diretor da Copenhagen. 

Ao comentar o caso, Flávio classificou a reportagem como uma tentativa de criminalizar a atividade da advocacia e afirmou que sua relação profissional ocorreu apenas com outra empresa.

"Hoje o Metrópoles fez uma matéria criminosa querendo marginalizar a advocacia. Eu fiz um trabalho para uma empresa, fui contratado para isso, prestei serviços advocatícios. Tudo certo. Relação completamente legal e privada."

Na sequência, o senador afirmou que recusou a contratação da Copenhagen e, por esse motivo, as notas fiscais emitidas em favor da empresa foram canceladas.

"Em outra oportunidade, eu não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen, que supostamente foi usada por Vorcaro para fazer pagamentos para algumas pessoas. Não foi o meu caso. Eu não quis trabalhar para essa empresa. Cancelei duas notas fiscais."

Segundo informações disponíveis na Receita Federal, Rogério Lourenço Novo aparece como diretor responsável pela Copenhagen e também como único sócio da Contábil Correa. Ele ainda integra o conselho fiscal da Ambipar, empresa que também aparece vinculada ao grupo empresarial de Daniel Vorcaro.

A Copenhagen foi aberta em novembro de 2024 com capital social de R$ 40 e, posteriormente, passou a figurar entre as empresas que mais receberam recursos do Banco Master. Formalmente, a empresa pertence ao fundo de investimentos Estônia, administrado pela Trustee DTVM, gestora investigada pela Polícia Federal por suspeitas de movimentação e ocultação de patrimônio relacionado ao grupo de Daniel Vorcaro.

 
 

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