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Governistas acionam presidente do Congresso para tentar anular quebra de sigilo de Lulinha aprovada pela CPMI do INSS

Governistas acionam presidente do Congresso para tentar anular quebra de sigilo de Lulinha aprovada pela CPMI do INSS

Por: Redação

26/02/2026 às 14:44

Imagem de Governistas acionam presidente do Congresso para tentar anular quebra de sigilo de Lulinha aprovada pela CPMI do INSS

Foto: José Cruz / Agência Brasil

Parlamentares da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorreram, nesta quinta-feira (26), ao presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, na tentativa de anular a votação que autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente, no âmbito da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A iniciativa governista foi motivada por contestações sobre a forma como os votos foram contabilizados durante a sessão em que os requerimentos foram aprovados. Os parlamentares argumentam que o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), teria desconsiderado manifestações contrárias e violado o regimento interno ao proclamar a aprovação dos itens da pauta.

Motivos alegados e estratégia governista

Deputados como Paulo Pimenta (PT-RS) e Alencar Santana (PT-SP) afirmaram que havia votos suficientes na base para impedir a aprovação dos requerimentos, mas que o presidente da comissão teria feito uma contagem incorreta durante a votação simbólica. Segundo esses governistas, 14 parlamentares teriam se manifestado contra os pedidos, número que, sob sua interpretação, poderia mudar o resultado oficial anunciado.

Eles argumentam que a votação simbólica — em que os parlamentares se posicionam sem registro individual no painel eletrônico — deveria considerar os votos dos presentes fisicamente no plenário, e não a contagem feita pelo presidente da CPMI.

Com base nessas alegações, os governistas decidiram procurar Alcolumbre para solicitar a anulação da deliberação, que inclui a quebra dos sigilos de Lulinha e de outros investigados, por suposta irregularidade na condução dos trabalhos.

Contexto da tensão na CPMI

A votação que autorizou a quebra de sigilo foi marcada por altos níveis de tensão e confusão entre parlamentares, incluindo protestos acalorados e acusações diretas entre membros da base e da oposição. A sessão também chegou a ser suspensa em determinado momento devido ao clima hostil no plenário.

O requerimento inicial para incluir o nome de Lulinha entre os investigados foi apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), como parte de um amplo pacote de requerimentos que apuram supostas irregularidades relacionadas a descontos indevidos em benefícios do INSS.

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