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Governo Lula admitiu ter subestimado sanções dos EUA após alertas de Eduardo Bolsonaro

Governo Lula admitiu ter subestimado sanções dos EUA após alertas de Eduardo Bolsonaro

Chanceler Mauro Vieira minimizou ameaças; aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes expõe erro de avaliação diplomática

Por: Redação

13/08/2025 às 07:50

Imagem de Governo Lula admitiu ter subestimado sanções dos EUA após alertas de Eduardo Bolsonaro

Foto: Joyce N. Boghosian/Casa Branca

Ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconhecem, nos bastidores, que subestimaram as ameaças de sanções feitas pelo governo Donald Trump contra autoridades brasileiras. Integrantes influentes do Planalto admitiram que, até pouco antes de sua oficialização, tratavam as advertências como “bravatas”, inclusive quando ecoadas pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Segundo relatos, a própria diplomacia brasileira buscava tranquilizar o Executivo, minimizando as chances de que as medidas fossem efetivamente aplicadas. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, chegou a declarar, em 7 de julho, que não acreditava nas sanções e que, mesmo se viessem, o Brasil não deveria “dar importância”.

“O que o Brasil poderia fazer? Virar a cara, dizer que está zangado?”, disse o chanceler em entrevista à colunista Mônica Bergamo, acrescentando que as medidas não teriam “cabimento” por se tratarem de leis americanas.

Dias depois, os Estados Unidos anunciaram a revogação do visto do ministro do STF Alexandre de Moraes e de seus aliados na Corte, seguida da aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes — sanção que bloqueia bens em território americano e restringe operações financeiras ligadas a instituições dos EUA.

Para auxiliares de Lula, o episódio não necessariamente comprova influência direta de Eduardo Bolsonaro sobre Trump, mas sim que o deputado “surfou na onda certa”. Ainda assim, o parlamentar, que já havia alertado sobre a possibilidade das medidas, viu sua previsão se concretizar.

O episódio contrasta com a postura de parte da elite política e jurídica que, meses antes, ironizava Eduardo. Em março, durante um jantar promovido por Alexandre de Moraes em homenagem ao ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sete ministros do STF — entre eles Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes e Flávio Dino — teriam se referido ao deputado como “frouxo” e “bananinha”, em tom de deboche, por sua decisão de tirar licença da Câmara e viajar aos EUA.

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