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Governo Lula e Cláudio Castro trocam críticas após transferência de chefes do Comando Vermelho
Governo Lula e Cláudio Castro trocam críticas após transferência de chefes do Comando Vermelho
Ministério da Justiça acusa governador do Rio de comprometer a segurança com divulgação antecipada
Por: Redação
12/11/2025 às 14:40

Foto: Divulgação
O Ministério da Justiça e o governo do Rio de Janeiro protagonizaram um novo embate nesta quarta-feira (12), após a transferência de sete chefes do Comando Vermelho (CV) para presídios federais. A pasta comandada por Ricardo Lewandowski criticou o governador Cláudio Castro (PL) por divulgar antecipadamente a operação nas redes sociais, o que, segundo técnicos da área de segurança, teria colocado em risco agentes e presos.
O secretário de Políticas Penais do Ministério da Justiça, André Garcia, classificou a atitude como “inusitada” e afirmou que a divulgação violou protocolos de segurança.
“Esse tipo de divulgação compromete os protocolos de segurança, compromete a escolta e o custodiado. Sempre realizamos escoltas sem divulgação prévia — os estados sabem que não podem fazer isso”, disse Garcia à CNN Brasil.
Castro reagiu de forma firme, afirmando que o governo federal deveria ter “orientado antes de criticar”.
“Não orienta e depois critica, parece que é má vontade”, rebateu o governador durante agenda em Brasília.
Segundo o Ministério da Justiça, a orientação de não divulgar transferências antes da conclusão é regra básica do Sistema Penitenciário Federal, justamente para evitar ataques ou tentativas de resgate de faccionados.
A operação, considerada de alto risco, envolveu avião da Polícia Federal e agentes da Polícia Penal Federal, que pousaram no Rio de Janeiro por volta das 12h30 para levar os presos à Penitenciária Federal de Catanduvas (PR). No entanto, Castro anunciou a ação nas redes sociais duas horas antes, enquanto os detentos ainda estavam no Aeroporto do Galeão.
Fontes da Polícia Penal afirmam que a antecipação da informação poderia ter facilitado ataques coordenados da facção para tentar resgatar os criminosos. Apesar das críticas, o Ministério da Justiça afirmou que continuará cooperando com o governo fluminense “com toda boa vontade, por se tratar de uma questão de Estado e não política”.
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