Luciano Huck critica dependência do Bolsa Família
Apresentador diz que concentração econômica em programas sociais reduz incentivos à mobilidade e cobra mais oportunidades
Por: Redação
24/05/2026 às 21:43

Foto: Reprodução
O apresentador Luciano Huck criticou a dependência econômica de municípios em relação ao Bolsa Família e afirmou que a concentração de renda em programas assistenciais pode reduzir incentivos à mobilidade social. A declaração foi feita durante participação no 5º Fórum Esfera, realizado no Guarujá (SP), neste sábado (23).
Ao comentar a situação do município de Senhor do Bonfim, na Bahia, Huck afirmou que a forte presença do programa social na economia local acaba limitando estímulos para que famílias deixem o benefício e busquem outras formas de geração de renda. Segundo ele, quando grande parte da economia municipal depende de repasses assistenciais, há menos incentivos para mudança de condição econômica.
“Ao concentrar 56% da sua economia no Bolsa Família, você não gera nenhum estímulo para elas saírem”, afirmou o apresentador. Huck acrescentou que, em alguns casos, famílias acabam procurando meios de permanecer no programa “ad aeternum”.
Durante o evento, o apresentador também afirmou que o empreendedorismo tem sido visto por parte da população como uma alternativa para superar dificuldades econômicas e a falta de oportunidades. Para ele, a ineficiência da gestão pública dificulta a ascensão social e reduz perspectivas de crescimento para famílias de baixa renda.
O Bolsa Família é atualmente o principal programa de transferência de renda do governo federal. Em outubro de 2025, o benefício atendia cerca de 18,9 milhões de famílias, alcançando aproximadamente 49,4 milhões de pessoas no país.
Levantamento citado pela reportagem aponta ainda que programas ligados ao chamado Estado de bem-estar social devem custar ao menos R$ 441 bilhões em 2025, somando iniciativas federais, estaduais e municipais. Apenas o Bolsa Família consumiu R$ 168,2 bilhões em 2024 e tem estimativa de R$ 158,6 bilhões para 2025, após revisões cadastrais promovidas pelo governo.
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