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Governo Lula intensifica acenos a evangélicos e é acusado de oportunismo eleitoral

Governo Lula intensifica acenos a evangélicos e é acusado de oportunismo eleitoral

Por: Redação

01/12/2025 às 20:53

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Foto: Divulgação

Em ano pré-eleitoral, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem ampliado gestos públicos de aproximação com o eleitorado evangélico, movimento que vem sendo interpretado por analistas e opositores como uma tentativa clara de reduzir a rejeição dentro de um dos segmentos que mais desaprovam sua gestão.

O episódio mais recente ocorreu quando o Ministério da Igualdade Racial publicou uma homenagem oficial ao Dia do Evangélico, exaltando o papel das igrejas na vida comunitária, especialmente em regiões periféricas. A ação coincidiu com a participação da ministra Anielle Franco, ao lado da primeira-dama Janja, em um culto que ganhou ampla repercussão política — gesto que críticos classificaram como calculado e oportunista.

A investida do governo tem como pano de fundo um cenário desfavorável: pesquisas internas e externas mostram que a rejeição de Lula entre os evangélicos permanece elevada, alcançando cerca de 70% do público. Apesar disso, setores do governo apostam que movimentos simbólicos podem diminuir a distância com esse grupo, considerado fundamental para as eleições de 2026.

Especialistas chamam atenção para a incoerência histórica entre o discurso progressista predominante no governo e os valores conservadores das lideranças religiosas. Para analistas, a tentativa de aproximação em pleno ciclo pré-eleitoral reforça a percepção de que o Planalto estaria usando a fé como ferramenta de marketing político, em busca de votos e não de diálogo real.

Além das críticas de oportunismo, há questionamentos sobre possíveis riscos à laicidade do Estado. Ao transformar celebrações religiosas em atos de visibilidade política, o governo pode abrir precedentes que confundem o papel institucional do Executivo com práticas de natureza religiosa — cenário que preocupa setores acadêmicos e entidades civis.

A movimentação do governo também gera desconforto entre parte da sua própria base progressista, que vê na aproximação com setores conservadores uma contradição com pautas defendidas por grupos históricos do campo de esquerda.

Com a proximidade do próximo ciclo eleitoral, o gesto é visto como uma aposta arriscada: se não surtir efeito entre os evangélicos, pode ainda desgastar a relação com o eleitorado tradicional do PT, criando ruídos internos e ampliando críticas sobre a condução política do governo.

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