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Governo Lula repassa R$ 12 milhões a escolas do Grupo Especial no Carnaval do Rio
Governo Lula repassa R$ 12 milhões a escolas do Grupo Especial no Carnaval do Rio
Acordo entre Ministério da Cultura e Embratur destina R$ 1 milhão a cada agremiação; aporte é equivalente ao do ano passado e reacende debate sobre uso de recursos públicos
Por: Redação
27/01/2026 às 09:23

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O governo federal confirmou o repasse de R$ 12 milhões às escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro em 2026. O valor, resultado de um acordo técnico firmado entre o Ministério da Cultura e a Embratur, garante R$ 1 milhão para cada uma das 12 agremiações que desfilarão na elite do carnaval carioca.
A formalização do repasse ocorreu em 19 de janeiro, com assinaturas do secretário Cassius Rosa e do presidente da Embratur, Marcelo Freixo. Segundo o governo, o montante é equivalente ao destinado em 2025, quando o aporte envolveu o então Ministério do Turismo, a presidência da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) e parceria com o Sesc.
Além do aporte federal, escolas do Grupo Especial também recebem recursos de estados e municípios. Um dos destaques do Carnaval de 2026 é a Acadêmicos de Niterói, que estreia no Grupo Especial com um enredo dedicado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A escola pretende retratar a trajetória do petista desde a infância, em Pernambuco, até a Presidência da República.
Criada há quatro anos, a Acadêmicos de Niterói também recebe repasses das esferas estadual e municipal. O prefeito Rodrigo Neves destinou R$ 4,4 milhões à escola para o desfile de 2026. Já a Unidos do Viradouro, também de Niterói, contará com subvenção municipal. Segundo dados citados na reportagem, os repasses da prefeitura do Rio às escolas do Grupo Especial chegam a cerca de R$ 2,5 milhões por agremiação.
No grupo de acesso, a escola União de Maricá recebeu R$ 8 milhões da prefeitura comandada por Washington Quaquá (PT). O volume de recursos públicos envolvidos voltou a levantar discussões sobre limites de financiamento estatal ao carnaval, especialmente para evitar desequilíbrios entre as escolas, tema que já havia sido debatido no ano passado sem definição de teto.
É comum que escolas, sobretudo fora da capital, recebam apoio simultâneo de duas prefeituras, além de repasses estaduais, federais e patrocínios privados — sobretudo quando os enredos homenageiam figuras públicas ou localidades específicas.
O novo aporte federal reforça o papel do Estado como financiador direto do Carnaval do Rio, ao mesmo tempo em que amplia o debate sobre prioridades orçamentárias e o uso de recursos públicos em eventos culturais de grande porte.
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