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Transparência Internacional cobra explicações de ministros do STF por uso de jatos privados
Transparência Internacional cobra explicações de ministros do STF por uso de jatos privados
Entidade questiona viagens de Moraes e Toffoli em aeronaves ligadas a empresário investigado e levanta dúvidas sobre custeio
Por: Redação
02/04/2026 às 14:31

Foto: Divulgação
A organização Transparência Internacional – Brasil cobrou explicações públicas dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli pelo uso de jatos executivos em viagens recentes.
A entidade questiona como os magistrados, que são servidores públicos de carreira, teriam custeado deslocamentos em aeronaves privadas, algumas delas associadas a empresas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master.
Uso de aeronaves e registros oficiais
Dados obtidos por meio de cruzamento de informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) indicam que Dias Toffoli utilizou o terminal de aviação executiva de Brasília em ao menos dez ocasiões ao longo de 2025.
Os registros apontam ainda que o ministro embarcou em jatos particulares em diferentes itinerários, alguns deles vinculados a empresas que tiveram Vorcaro em sua estrutura societária.
No caso de Alexandre de Moraes, há registros de ao menos oito voos em aeronaves executivas ligadas ao mesmo grupo empresarial.
Destinos e características das viagens
As informações indicam que grande parte das viagens teve origem em Brasília, com destino a aeroportos executivos em São Paulo. Em alguns casos, Moraes teria viajado apenas com a esposa; em outros, com poucos passageiros adicionais.
O levantamento também aponta coincidência entre os voos e destinos de interesse pessoal dos ministros, segundo os dados analisados.
Resposta e posicionamentos
Em nota, Alexandre de Moraes afirmou que não houve participação direta de Daniel Vorcaro ou de outros empresários ligados ao grupo nos voos realizados. Segundo o ministro, os custos teriam sido compensados por meio de honorários advocatícios, conforme contratos firmados.
Até o momento, não houve manifestação pública detalhada de Dias Toffoli sobre os deslocamentos.
Pressão por esclarecimentos
A Transparência Internacional afirmou, em publicação nas redes sociais, que “o país quer saber como os ministros […] conseguem bancar suas viagens de jatinho”, ao mesmo tempo em que criticou a ausência de investigações por parte de órgãos responsáveis.
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