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Governo Lula se posiciona contra proposta de reduzir maioridade penal no Brasil

Governo Lula se posiciona contra proposta de reduzir maioridade penal no Brasil

Ministério dos Direitos Humanos afirma que medida seria inconstitucional e não reduziria a violência no país

Por: Redação

04/03/2026 às 09:56

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Foto: Guilherme Dardanhan/ALMG

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu contra a proposta de redução da maioridade penal no Brasil. O Ministério dos Direitos Humanos classificou a medida como inconstitucional e ineficaz para enfrentar a criminalidade, após o avanço do debate no Congresso Nacional.

A reação do governo ocorreu após o relator da PEC da Segurança, deputado Mendonça Filho (União-PE), confirmar a previsão de um plebiscito sobre a redução da maioridade penal para 16 anos, previsto para ocorrer em 2028.

Em nota oficial, o ministério argumentou que a mudança violaria diretamente a Constituição Federal. Segundo o órgão, o artigo 228 estabelece que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis, sendo submetidos a legislação especial, o que caracterizaria esse princípio como uma cláusula pétrea.

“A proposta de redução da maioridade penal afronta diretamente a Constituição Federal de 1988”, afirmou o ministério. “O artigo 228 estabelece que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis, estando sujeitos a legislação especial. Trata-se de um direito fundamental, protegido como cláusula pétrea, não passível de supressão por emenda constitucional.”

A pasta também argumentou que adolescentes possuem maior potencial de reinserção social por ainda estarem em fase de desenvolvimento. Segundo o governo, aplicar punições equivalentes às de adultos poderia prejudicar esse processo e comprometer o futuro desses jovens.

Outro ponto levantado pelo ministério é que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) já prevê punições para menores que cometem crimes, incluindo medidas socioeducativas e internação por até três anos.

Nos bastidores do Congresso, o debate ganhou força após casos recentes que geraram forte repercussão pública. Entre eles estão a morte de um cachorro agredido por adolescentes em Florianópolis e um caso de estupro coletivo envolvendo uma jovem de 17 anos no Rio de Janeiro.

Diante da polêmica, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou a líderes partidários que pretende retirar do texto da PEC da Segurança qualquer menção direta à redução da maioridade penal para crimes violentos, numa tentativa de reduzir tensões no debate legislativo.

A proposta segue em discussão no Congresso, enquanto parlamentares e membros do governo divergem sobre os possíveis impactos da mudança no sistema penal brasileiro.

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