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Hugo Motta recua e tira Ramagem do plenário em movimento para reduzir atrito com o STF
Hugo Motta recua e tira Ramagem do plenário em movimento para reduzir atrito com o STF
Presidente da Câmara centraliza decisão na Mesa Diretora e evita desgaste político em meio a pressão do Judiciário
Por: Redação
16/12/2025 às 16:56

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu não levar ao plenário o pedido de perda do mandato do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na chamada trama golpista. A decisão representa uma mudança significativa de estratégia e evidencia o esforço da cúpula da Câmara para baixar a temperatura institucional diante do avanço do Judiciário sobre o Legislativo.
De acordo com líderes próximos a Motta, a definição agora é que o destino do mandato de Ramagem será decidido diretamente pela Mesa Diretora da Câmara, seguindo o mesmo entendimento imposto pelo STF no caso da então deputada Carla Zambelli (PL-SP). Na prática, o presidente da Casa evita submeter o tema ao voto dos parlamentares, retirando do plenário um debate que poderia expor a Câmara a novo confronto com a Corte.
Aliados de Motta afirmam que a decisão tem como pano de fundo o aumento da tensão entre Câmara e STF nas últimas semanas. Além do episódio envolvendo Zambelli, pesou o impacto político da operação da Polícia Federal contra uma ex-assessora do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), vista nos bastidores como mais um gesto de pressão institucional.
Com o recuo, a expectativa é que a Mesa Diretora avance nos próximos dias para decretar não apenas a perda do mandato de Ramagem, mas também a de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que já atingiu o número de faltas suficientes para enquadramento regimental e cassação administrativa.
Atualmente, Alexandre Ramagem está nos Estados Unidos, após deixar o Brasil em setembro, depois da condenação. Inicialmente em Miami, o ex-diretor da Abin teria se transferido para Orlando, segundo informações apuradas pela imprensa.
A decisão de Motta pegou de surpresa a bancada do PL, partido de Ramagem. O líder da sigla na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou à coluna que não foi avisado previamente sobre a mudança de condução do caso, o que reforça a percepção de isolamento da oposição conservadora nas decisões centrais da Casa.
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