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Impasse no STF mantém casos Banco Master e INSS sem decisões judiciais há 38 dias

Impasse no STF mantém casos Banco Master e INSS sem decisões judiciais há 38 dias

Por: Redação

21/10/2026 às 12:31

Imagem de Impasse no STF mantém casos Banco Master e INSS sem decisões judiciais há 38 dias

Foto: Divulgação: Supremo Tribunal Federal

As investigações envolvendo o Banco Master e as suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) permanecem em um impasse jurídico no Supremo Tribunal Federal (STF). Em 20 de outubro, os processos completaram 38 dias sem decisões judiciais, em meio a uma indefinição sobre a responsabilidade pela análise dos pedidos relacionados aos casos.

O cenário começou em 12 de setembro, quando o presidente do STF, ministro Edson Fachin, determinou que os processos fossem encaminhados ao seu gabinete. A medida, porém, não retirou formalmente do ministro André Mendonça a relatoria dos inquéritos, criando dúvidas sobre quem teria competência para autorizar ou negar as solicitações apresentadas pelas partes.

De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil, a paralisação atinge tanto os pedidos das defesas dos investigados quanto o andamento das apurações. Advogados aguardam decisões sobre solicitações de habeas corpus e outros requerimentos, enquanto investigadores relatam dificuldades para avançar em procedimentos que dependem de autorização judicial.

Divergência sobre a condução dos processos

O impasse envolve duas investigações de grande repercussão: a Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de irregularidades em descontos aplicados a benefícios previdenciários, e a Operação Compliance Zero, relacionada ao caso Banco Master.

Em 25 de setembro, André Mendonça encaminhou um ofício a Fachin para esclarecer os limites de sua atuação nos processos. O ministro questionou se ainda poderia proferir decisões como relator ou se a responsabilidade havia passado à Presidência do Supremo.

Fachin encaminhou a questão à Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestou no sentido de que a decisão da Presidência continuava válida e que os despachos judiciais deveriam ser feitos por Fachin.

Apesar da manifestação, a indefinição persistiu, sem uma solução que estabelecesse de maneira clara a responsabilidade pelas decisões pendentes.

Defesas aguardam respostas

A ausência de decisões afeta diretamente os investigados e seus representantes jurídicos. Segundo a apuração da CNN Brasil, advogados não têm obtido respostas aos pedidos apresentados ao Supremo, inclusive em solicitações de habeas corpus.

A situação também gera preocupação quanto à continuidade das investigações. Embora a paralisação das decisões judiciais não signifique necessariamente o encerramento dos inquéritos, medidas que dependem de autorização de um magistrado podem sofrer atrasos.

Entre essas providências estão diligências que envolvem direitos fundamentais, como determinadas quebras de sigilo e mandados de busca e apreensão.

Contexto de tensão entre ministros

A transferência dos processos ocorreu em meio a um período de tensão institucional no STF. Antes da decisão de Fachin, havia questionamentos sobre a condução dos inquéritos por André Mendonça, incluindo acusações de possível motivação política na atuação do ministro.

Alexandre de Moraes havia levantado suspeitas sobre a condução das investigações, associando-a a possíveis interesses políticos. A Procuradoria-Geral da República, entretanto, posicionou-se contra a abertura de investigação contra Mendonça, afirmando não haver elementos que justificassem a medida.

O episódio ampliou a incerteza sobre a condução dos processos e contribuiu para o debate interno sobre a distribuição de responsabilidades no Supremo.

Definição segue pendente

Até a publicação da reportagem da CNN Brasil, em 20 de outubro, não havia uma solução definitiva para o impasse. A expectativa era de que a condução dos inquéritos fosse esclarecida, com a possibilidade de retorno dos processos ao gabinete de André Mendonça.

Enquanto não há uma definição formal, os casos permanecem sob incerteza jurídica, com reflexos sobre os pedidos das defesas e o ritmo de determinadas etapas das investigações.

A resolução do impasse é considerada importante para restabelecer a previsibilidade processual e garantir que os requerimentos apresentados sejam analisados pela autoridade judicial competente.

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