O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), negou nesta segunda-feira (28) ter ligado para o ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, com o objetivo de pedir que ele intermediasse um encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump. A informação havia sido publicada pela colunista Amanda Klein, do UOL, mas foi desmentida pelo petista.
Wagner está em Washington como parte de uma comitiva de senadores que, segundo eles, busca negociar alternativas à tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre a importação de produtos brasileiro.
Durante o primeiro mandato de Lula, a relação com Bush — do Partido Republicano, o mesmo de Trump — foi considerada positiva. À época, Wagner ocupava o cargo de ministro do Trabalho e participou de encontros oficiais com o então presidente norte-americano.
Apesar de negar o contato com Bush, Wagner é apontado como defensor de um diálogo direto com Donald Trump, que lidera as pesquisas eleitorais nos EUA para 2024. A estratégia, porém, divide opiniões dentro do governo. Ministros mais próximos ao Planalto temem a imprevisibilidade de Trump e possíveis desgastes políticos decorrentes de uma tentativa de aproximação.
A viagem da comitiva brasileira aos Estados Unidos tem como foco principal mitigar os impactos da nova taxação, que ameaça setores da indústria nacional e preocupa empresários e parlamentares aliados ao governo.




