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Juízes afastados em Minas recebem R$ 1,5 milhão em benefícios extras mesmo sob investigação
Juízes afastados em Minas recebem R$ 1,5 milhão em benefícios extras mesmo sob investigação
Magistrados investigados por suspeitas graves mantiveram altos rendimentos com verbas indenizatórias fora do teto constitucional
Por: Redação
22/04/2026 às 10:25

Foto: Divulgação
Dois desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), afastados por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), receberam cerca de R$ 1,5 milhão em benefícios extras ao longo de um ano, mesmo fora de suas funções.
Os magistrados Magid Nauef Láuar e Alexandre Victor de Carvalho são investigados, respectivamente, por denúncias de abuso sexual e suspeitas de favorecimento empresarial. Ainda assim, mantiveram o recebimento integral de salários e adicionais previstos na carreira.
De acordo com os dados, cada um recebeu valores próximos de R$ 1 milhão entre abril de 2025 e março de 2026, considerando gratificações, vantagens pessoais e indenizações.
Os chamados “penduricalhos” elevaram os rendimentos mensais para além do teto do funcionalismo. Em um dos casos, os benefícios chegaram a ultrapassar o valor do salário base, que gira em torno de R$ 42 mil.
O tribunal sustenta que os pagamentos têm natureza indenizatória ou correspondem a valores retroativos, o que os coloca fora do limite constitucional. Somados, os gastos públicos com os dois magistrados se aproximaram de R$ 2 milhões no período analisado.
As investigações seguem em andamento e estão sob sigilo, sem prazo definido para conclusão.
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