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Justiça aponta indícios de esvaziamento bilionário no Banco Master e bloqueia bens ligados a Vorcaro
Justiça aponta indícios de esvaziamento bilionário no Banco Master e bloqueia bens ligados a Vorcaro
Decisão mira fundos, empresas e patrimônio de luxo após suspeitas de desvio antes da liquidação da instituição
Por: Redação
18/03/2026 às 08:09

Foto: Banco Master/Divulgação
A Justiça de São Paulo identificou indícios de um possível esquema de esvaziamento bilionário do Banco Master às vésperas de sua liquidação pelo Banco Central, em novembro de 2025. A decisão determinou uma série de medidas para impedir a transferência de bens e recursos ligados ao empresário Daniel Vorcaro e a seu núcleo próximo.
O pedido partiu do liquidante da instituição, que apontou movimentações suspeitas envolvendo empresas, fundos de investimento e pessoas físicas associadas ao banqueiro e a seu cunhado, Fabiano Zettel, identificado pela Polícia Federal como operador financeiro no esquema.
De acordo com a ação, há sinais de um “esvaziamento patrimonial supostamente arquitetado pelo ex-controlador”, com transferência de recursos para estruturas paralelas pouco antes do colapso do banco.
Como medida cautelar, a 3ª Vara de Falências de São Paulo determinou o registro de protestos contra a alienação de bens, com o objetivo de alertar terceiros e impedir negociações que possam comprometer a recuperação de valores. A decisão abrange juntas comerciais de São Paulo e Minas Gerais, além de cartórios de imóveis no Distrito Federal, São Paulo e Belo Horizonte.
Entre os pontos destacados estão transferências consideradas atípicas, como repasses de R$ 285 milhões do Fundo Máxima 2, ligado ao Master, para o Fundo Astralo 95 pouco antes da liquidação da instituição.
A ação também cita a aquisição de bens de alto padrão, incluindo uma mansão avaliada em R$ 36 milhões e imóveis de luxo registrados em nome de empresas, mas que, segundo a investigação, seriam utilizados pelo próprio Vorcaro.
O processo envolve diversos fundos e empresas, como Astralo 95, Termópilas e Galo Forte, além de companhias de investimento como Super Empreendimentos, Pipe Participações e Moriah Asset. Também são mencionadas pessoas físicas que teriam atuado como intermediárias nas operações.
Segundo a peça judicial, os envolvidos teriam sido utilizados como “pessoas interpostas” para canalizar e ocultar patrimônio oriundo de operações suspeitas, com ganhos considerados “exorbitantes” em transações cruzadas.
A crise do Banco Master culminou na liquidação da instituição pelo Banco Central, em meio a um escândalo financeiro de grandes proporções. Estima-se que o rombo ultrapasse R$ 50 bilhões, impactando investidores e exigindo atuação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para ressarcimento de aplicações dentro do limite legal.
O caso também levou à deflagração da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que resultou na prisão de Daniel Vorcaro por suspeitas de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça.
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