Justiça italiana julga recurso final de Carla Zambelli
Suprema Corte analisa pedido contra extradição, mas decisão definitiva seguirá nas mãos do governo italiano
Por: Redação
22/05/2026 às 09:56

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
A Suprema Corte de Cassação da Itália julga nesta sexta-feira (22) o último recurso apresentado pela defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli contra sua extradição ao Brasil. O processo está ligado à condenação envolvendo a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), caso que também teve como réu o hacker Walter Delgatti Neto.
Mesmo que a corte italiana mantenha entendimento favorável à extradição, a palavra final sobre a entrega de Zambelli caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio. No Brasil, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, já determinou que o Ministério da Justiça e o Itamaraty avancem com os procedimentos formais para a extradição, mesmo diante de recursos pendentes na Justiça italiana.
A defesa da ex-parlamentar criticou a atuação de Moraes e afirmou que o magistrado estaria “ignorando o ritmo da própria Justiça italiana”. Os advogados também reiteraram alegações de perseguição política e apontaram suposta parcialidade do ministro no caso.
No Brasil, Carla Zambelli foi condenada a dez anos de prisão por participação no caso envolvendo invasão de sistemas eletrônicos e falsidade ideológica. Walter Delgatti Neto recebeu pena de oito anos e três meses e, segundo a reportagem, já progrediu ao regime aberto.
A autorização inicial para extradição foi concedida pela Corte de Apelação de Roma, em decisão assinada em fevereiro deste ano. O colegiado concluiu que o processo brasileiro apresentou provas suficientes para justificar a medida e entendeu que os crimes atribuídos à ex-deputada possuem equivalência no ordenamento jurídico italiano.
Na decisão, os magistrados também rejeitaram argumentos da defesa sobre supostas más condições do sistema prisional brasileiro, afirmando que as alegações foram genéricas e sem documentação comprobatória. A corte ainda afastou a tese de parcialidade de Alexandre de Moraes, sustentando entendimento de que, nos crimes investigados, a vítima seria “a própria democracia”.
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