Advogados acionam PGE por conteúdo contra Flávio
Grupo ligado à direita pede investigação sobre suposta propaganda antecipada e uso de vídeos manipulados nas redes
Por: Redação
24/05/2026 às 20:55

Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Advogados ligados ao movimento de direita acionaram a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para investigar conteúdos publicados nas redes sociais contra o senador Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato do PL à Presidência da República. A representação alega propaganda eleitoral antecipada negativa, disseminação de informações falsas e uso de inteligência artificial para manipular vídeos do parlamentar.
Segundo o Movimento Advogados de Direita Brasil, a ação foi protocolada no sábado (23) e questiona conteúdos divulgados em perfis do Instagram com grande alcance. A entidade afirma que publicações teriam buscado atingir a imagem política de Flávio antes do período oficial de campanha, com potencial de interferir no equilíbrio da disputa eleitoral.
Entre os materiais citados está um vídeo que associa Flávio e a família Bolsonaro a símbolos ligados ao nazismo, além de publicações classificadas pelos advogados como ofensivas e desinformativas. A representação sustenta que o conteúdo teria objetivo de “desumanizar” o senador perante o eleitorado.
Outro vídeo apontado na ação mostraria uma suposta declaração de Flávio dizendo “eu vou acabar com o Pix”. Segundo os advogados, o material teria sido manipulado com tecnologia de deep fake para alterar voz e movimentos labiais do senador, criando uma fala inexistente. A publicação ainda relacionaria a família Bolsonaro ao governo do presidente norte-americano Donald Trump e acusaria o grupo de atuar contra o sistema de pagamentos brasileiro.
Na representação, o movimento afirma que os conteúdos circularam em perfis com dezenas de milhares de seguidores e cita dispositivos da legislação eleitoral e resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que vedam propaganda antecipada, divulgação de fatos sabidamente inverídicos e manipulação digital para influenciar o processo eleitoral.
O grupo pediu à Procuradoria a remoção das publicações e a adoção de providências para apurar eventual infração eleitoral. Segundo os advogados, “a mentira digital organizada não pode substituir o debate político”.
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