Lula aposta em acordo Mercosul–Coreia do Sul ainda em 2026
Presidente diz que Seul está “muito interessada” e promete acelerar negociações travadas desde 2021
Por: Redação
24/02/2026 às 07:00

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (23) que, “se tudo der certo”, o acordo entre o Mercosul e a Coreia do Sul poderá ser concluído ainda em 2026. As negociações estão travadas desde 2021.
Durante visita oficial a Seul, Lula declarou que o presidente sul-coreano Lee Jae-Myeung (Partido Democrata, centro-direita) demonstrou interesse em avançar nas tratativas com o bloco sul-americano.
“Ele se mostrou muito interessado e, se tudo der certo, podemos concluir esse acordo ainda este ano”, disse Lula a jornalistas.
O acordo Mercosul–Coreia do Sul já teve sete rodadas de negociação e busca reduzir tarifas comerciais, facilitar processos aduaneiros e ampliar o intercâmbio entre as economias. No entanto, enfrenta resistências internas e depende de trâmites legislativos nos países envolvidos.
Lula afirmou que organizará grupos de trabalho para acelerar o processo e convidou o presidente sul-coreano a visitar o Brasil entre julho e agosto, quando o tema deverá voltar ao centro da agenda bilateral.
Além do avanço nas conversas sobre o tratado, o governo brasileiro anunciou entendimentos na área agropecuária, incluindo encaminhamento para abertura do mercado sul-coreano à carne bovina brasileira, ampliação da exportação de ovos e redução de tarifas sobre manga.
Também foram firmadas parcerias voltadas ao comércio digital, cooperação sanitária e desenvolvimento do setor de minerais críticos.
Apesar do discurso otimista, a conclusão do acordo ainda depende de consenso dentro do Mercosul e de aprovação legislativa nos países-membros. O histórico recente de entraves em negociações comerciais levanta dúvidas sobre o prazo anunciado.
O avanço do tratado poderá ampliar oportunidades de exportação para o agronegócio brasileiro e fortalecer a inserção do bloco asiático no comércio sul-americano. Por outro lado, setores industriais tendem a pressionar por salvaguardas, temendo aumento da concorrência externa.
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