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Lula critica projeto que reduz penas do 8 de Janeiro e compara Bolsonaro a “cachorro louco”
Lula critica projeto que reduz penas do 8 de Janeiro e compara Bolsonaro a “cachorro louco”
Presidente defende veto ao PL da Dosimetria, afirma que ex-presidente “tentou destruir a democracia” e transfere responsabilidade ao Congresso em caso de derrubada
Por: Redação
08/02/2026 às 22:03

Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta sexta-feira (6) o Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, e comparou o ex-presidente Jair Bolsonaro a um “cachorro louco”. As declarações foram dadas em entrevista exclusiva à TV Aratu, afiliada do SBT na Bahia.
Ao comentar a possibilidade de redução de penas, Lula afirmou: “Você acha que, se você tiver um cachorro louco e soltar ele, ele vai ficar mais manso? Ele vai morder alguém. Esse cidadão tentou destruir a democracia brasileira. Esse cidadão, que foi condenado a 27 anos e 3 meses de cadeia, tinha um plano para matar o Lula, o Alckmin e o Alexandre de Moraes”.
O presidente também afirmou que, caso o Congresso Nacional derrube o veto presidencial ao projeto, a responsabilidade será dos parlamentares. “Se derrubarem o veto, é problema do Congresso Nacional […] Eu fiz a minha parte. O Congresso fez a dele e aprovou. Eu sei as condições em que foi discutido. Eu fiz o meu papel, vetei porque não concordo”, disse.
Na sequência, Lula voltou a defender a manutenção das condenações e mencionou a possibilidade futura de anistia, em comparação histórica.
“Esse cidadão tem que ficar preso e, um belo dia, pode ter uma anistia para ele, como teve em 1964, dez anos depois, ou 15 anos depois. Ou seja, não dá para brincar de fazer julgamento. Se você o liberta, você desmoraliza a seriedade da Suprema Corte”, afirmou.
No último dia 8 de janeiro, data que marcou um ano dos atos contra as sedes dos Três Poderes, Lula vetou integralmente o projeto que previa a redução das penas. Na ocasião, o presidente fez discurso reforçando a necessidade de punição aos envolvidos, sob o argumento de preservação da democracia e da autoridade das instituições.
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