Lula leva chefe da PF a viagem internacional em meio a tensão com o STF
Presença de Andrei Rodrigues na comitiva ocorre após críticas de ministros do Supremo a relatório envolvendo Dias Toffoli
Por: Redação
18/02/2026 às 15:22

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou nesta quarta-feira (18) para compromissos oficiais na Índia e na Coreia do Sul levando na comitiva o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A presença do chefe da corporação ocorre poucos dias após ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) criticarem a atuação da PF em relatório que mencionou o ministro Dias Toffoli.
Andrei Rodrigues viajou no mesmo avião presidencial até Nova Délhi, onde participa de reuniões com autoridades da polícia indiana e acompanha Lula em evento internacional sobre inteligência artificial. A agenda prevê ainda compromissos conjuntos na Coreia do Sul, incluindo encontro com a polícia local e a assinatura de um acordo de cooperação entre as corporações dos dois países.
A viagem acontece em meio a um ambiente de desconforto entre integrantes do STF e a cúpula da Polícia Federal. Na semana anterior, ministros da Corte reagiram a um relatório produzido pela PF que apontava relações entre Dias Toffoli e Daniel Vorcaro, empresário ligado ao Banco Master.
O documento foi entregue pessoalmente por Andrei ao presidente do STF, Edson Fachin, e acabou contribuindo para que Toffoli deixasse a relatoria do chamado Caso Master. O processo passou a ser conduzido pelo ministro André Mendonça.
Nos bastidores, ministros do Supremo argumentam que investigações envolvendo integrantes da Corte exigem autorização prévia, em razão do foro privilegiado. A avaliação é de que a Polícia Federal não poderia ter avançado na apuração sem aval formal do tribunal.
Aliados do presidente afirmam que Lula teria demonstrado incômodo com o método adotado pela PF. Já integrantes do STF ouvidos reservadamente sustentam que uma iniciativa com esse alcance dificilmente ocorreria sem conhecimento do chefe do Executivo — percepção que reforça a leitura de que o episódio tem dimensão política.
Além do diretor-geral da PF, acompanham o presidente o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o chanceler Mauro Vieira.
A primeira-dama, Rosângela da Silva, também viajou a Nova Délhi, mas seguiu diretamente para Seul, onde cumpre agenda própria com a primeira-dama sul-coreana.
Lula permanece na capital indiana até sábado (21). No domingo (22), segue para Seul, onde realiza visita de Estado até terça-feira (24), antes de retornar ao Brasil.
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