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Lula reduz número de beneficiários do Bolsa Família em 2,7 milhões

Lula reduz número de beneficiários do Bolsa Família em 2,7 milhões

Pente-fino e reformulação no Cadastro Único resultam na exclusão de famílias do programa, que atinge o menor patamar desde 2022

Por: Redação

21/10/2025 às 07:48

Imagem de Lula reduz número de beneficiários do Bolsa Família em 2,7 milhões

Foto: Ricardo Stuckert

O número de beneficiários do Bolsa Família registrou uma queda significativa durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo dados oficiais, o total de famílias atendidas passou de 21,6 milhões em dezembro de 2022 para 18,9 milhões em outubro de 2025 — uma redução de 2,7 milhões de beneficiários,

A queda no número de inscritos marca o menor patamar desde julho de 2022, quando 18,1 milhões de famílias recebiam o benefício. O governo atribui a redução a dois fatores principais: o aumento de renda de parte dos beneficiários e a intensificação de um pente-fino voltado a eliminar fraudes e cadastros irregulares.

 

Cadastro modernizado e impacto regional

A reformulação do Cadastro Único, implementada em março de 2025, automatizou a atualização de dados de renda, reduzindo a margem para declarações falsas e aumentando o controle sobre os beneficiários. A medida intensificou as exclusões de famílias que não se enquadram mais nos critérios de elegibilidade.

Os cortes foram mais expressivos nas regiões Nordeste e Sudeste, com 1,1 milhão de exclusões em cada uma. No Sul, foram 181,4 mil, no Norte 159,4 mil e no Centro-Oeste 157,4 mil.

 

Custo do programa segue elevado

Mesmo com a redução no número de beneficiários, o custo mensal do Bolsa Família atingiu R$ 12,9 bilhões em outubro de 2025. Em janeiro de 2022, o gasto era de R$ 3,7 bilhões — um aumento de quase R$ 10 bilhões em menos de quatro anos. O valor médio do benefício está em R$ 683,42, bem acima dos R$ 191,77 registrados no pré-pandemia.

Especialistas apontam que a alta no valor médio do benefício, combinada à exclusão de beneficiários, revela uma mudança de estratégia na condução da política social: menos famílias atendidas, porém com repasses mais elevados.

 

Pagamentos escalonados e distribuição por regiões

O programa segue um cronograma escalonado de pagamentos, que em outubro começou no dia 20 para beneficiários com NIS final 1 e se estende até o dia 31. A distribuição atual é a seguinte:

  • Nordeste: 8,8 milhões de famílias
  • Sudeste: 5,3 milhões
  • Norte: 2,5 milhões
  • Sul: 1,3 milhão
  • Centro-Oeste: 994 mil

 

A redução expressiva no número de beneficiários ocorre em um momento em que o governo federal busca reequilibrar gastos e reforçar o controle sobre programas sociais. Críticos, porém, apontam que muitas famílias podem estar sendo excluídas sem alternativas efetivas de inserção produtiva, o que pode agravar desigualdades regionais.

O Planalto, por sua vez, defende a medida como uma forma de tornar o programa mais justo e eficiente, focando em quem realmente necessita do auxílio.

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