O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a inclusão do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) em uma ação apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) contra o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O processo investiga uma possível utilização da estrutura e de compromissos do governo federal em benefício eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com a decisão, Alckmin passa a integrar formalmente a ação ao lado de Lula e Durigan e deverá ser citado para apresentar sua defesa. A campanha de Flávio sustenta que a presença do vice-presidente no processo é necessária porque ele integra a chapa de Lula como candidato à Vice-Presidência.
Ação questiona compromissos de ministro da Fazenda
A representação foi apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro e questiona a participação de Durigan em agendas que, segundo o grupo político, teriam caráter eleitoral e utilizado recursos ou estruturas da administração pública.
Um dos episódios mencionados ocorreu em 17 de agosto, em São Paulo, durante compromissos do ministro da Fazenda. Para a defesa de Flávio, as circunstâncias poderiam caracterizar uso indevido da máquina pública para favorecer a candidatura petista.
A inclusão de Alckmin no processo ocorre, portanto, dentro da análise eleitoral sobre a atuação de integrantes do governo durante o período que antecede a eleição presidencial.
Mendonça havia adiado decisão sobre liminar
No fim de agosto, Mendonça havia postergado a análise de um pedido liminar apresentado no mesmo processo. O ministro aguardava as manifestações de Lula e Durigan antes de avaliar a solicitação.
Posteriormente, em 2 de setembro, o TSE aprovou o registro da chapa formada por Lula e Alckmin para a disputa presidencial.
Com a nova decisão, o vice-presidente passa a responder diretamente aos questionamentos apresentados pela campanha adversária. O processo ainda deverá avançar com a apresentação das defesas e a análise das acusações pela Justiça Eleitoral.