Ministro de Lula recebeu auxílio emergencial durante pandemia
Édipo Araújo recebeu cinco parcelas do benefício em 2020; assessoria afirma que valores foram devolvidos após ingresso no serviço público
Por: Redação
22/05/2026 às 08:39

Foto: Reprodução/Instagram/Edipoaraujoc
O ministro da Pesca, Édipo Araújo, recebeu cinco parcelas do auxílio emergencial durante a pandemia de covid-19, em 2020, mesmo tendo registros de bolsa acadêmica e, posteriormente, remuneração em cargo público. As informações voltaram ao debate após dados do Portal da Transparência mostrarem depósitos do benefício em sua conta no período.
Segundo registros, Édipo recebeu cinco parcelas de R$ 600 entre abril e setembro de 2020, totalizando R$ 3 mil. De acordo com a assessoria do ministro, os valores foram posteriormente devolvidos ao governo federal.
Durante parte do período, o atual ministro realizava doutorado com bolsa financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação. Em meses posteriores, passou a exercer cargo comissionado no Ministério da Agricultura, com remuneração que chegou a R$ 15,6 mil mensais.
A assessoria de Édipo afirmou que o pedido do auxílio foi realizado quando ele não possuía vínculo formal de trabalho, após exoneração de cargo anterior em novembro de 2019. Segundo a explicação, houve sobreposição de pagamentos devido a atrasos e depósitos retroativos, coincidindo posteriormente com o recebimento de bolsa e salário. O ministério sustenta ainda que o benefício não foi sacado e acabou devolvido automaticamente após o ingresso em função pública.
De acordo com o Ministério da Pesca, os critérios exigidos para concessão do auxílio emergencial eram atendidos no momento da solicitação, incluindo ausência de vínculo empregatício formal ativo e enquadramento na renda exigida pela legislação vigente à época. A pasta afirmou ainda que, apesar da bolsa acadêmica, Édipo permanecia apto ao benefício conforme as regras então em vigor.
Édipo Araújo ingressou em função técnica ligada ao setor pesqueiro durante o governo de Jair Bolsonaro e, já na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi promovido ao comando do Ministério da Pesca, sucedendo André de Paula. A pasta é atualmente vinculada ao PSD, partido presidido por Gilberto Kassab.
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