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Ministros de Lula alteram perfis nas redes para evitar questionamentos da Justiça Eleitoral

Ministros de Lula alteram perfis nas redes para evitar questionamentos da Justiça Eleitoral

Orientação da Secom levou integrantes do primeiro escalão a modificar biografias de contas pessoais às vésperas do período oficial de campanha

Por: Redação

27/07/2026 às 16:04

Imagem de Ministros de Lula alteram perfis nas redes para evitar questionamentos da Justiça Eleitoral

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a alterar seus perfis nas redes sociais por orientação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). A medida busca reduzir o risco de questionamentos da Justiça Eleitoral durante o período de campanha.

As mudanças ocorreram de formas diferentes. Parte dos ministros retirou das biografias a referência aos cargos que ocupam no governo federal, enquanto outros mantiveram a identificação, mas passaram a informar que as contas têm caráter pessoal e não representam a comunicação institucional do Executivo.

Entre os integrantes que removeram a menção ao cargo estão José Guimarães, ministro das Relações Institucionais; Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência; Wellington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social; e o advogado-geral da União, Jorge Messias.

Já o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, mantiveram a referência às funções exercidas, mas acrescentaram nas biografias que os perfis são de uso pessoal. O secretário de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, aparece nas redes sem qualquer identificação do cargo ou indicação de que a conta seja pessoal.

Segundo a reportagem, a orientação da Secom foi adotada para evitar interpretações de que as contas estariam sendo utilizadas para promover ações do governo durante o período de restrições impostas pela legislação eleitoral.

A iniciativa provocou reclamações entre alguns ministros, que consideraram as recomendações excessivamente restritivas. Em resposta, a Casa Civil orientou que os integrantes do governo mantenham agendas nos estados, concedam entrevistas e participem de inaugurações e entregas de obras, evitando, contudo, referências ao presidente Lula ou manifestações que possam ser interpretadas como promoção eleitoral.

As alterações fazem parte das medidas adotadas pelo Palácio do Planalto para adequar a atuação dos integrantes do governo às regras eleitorais, que restringem o uso da estrutura pública e da comunicação institucional durante o período oficial de campanha.

 
 

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