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PL aciona TSE e acusa ICL de promover campanha eleitoral antecipada contra Flávio Bolsonaro
PL aciona TSE e acusa ICL de promover campanha eleitoral antecipada contra Flávio Bolsonaro
Partido afirma que instituto utilizou anúncios patrocinados e rede organizada de divulgação para favorecer a pré-candidatura de Lula
Por: Redação
24/07/2026 às 16:07

Foto: Reprodução
O Partido Liberal (PL) apresentou uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o Instituto Conhecimento Liberta (ICL), acusando a entidade de realizar propaganda eleitoral antecipada contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato da legenda à Presidência da República. Segundo o partido, o objetivo da atuação seria beneficiar a pré-candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição.
De acordo com a ação, o PL não questiona a atividade jornalística do ICL, mas sustenta que o instituto teria utilizado sua estrutura para promover uma campanha político-eleitoral direcionada contra Flávio Bolsonaro. Um dos principais alvos da representação é o documentário Flávio Bolsonaro: A Verdadeira História sobre o Filho Zero Um, lançado pelo ICL nesta semana.
A legenda afirma que o instituto organizou uma estratégia de mobilização por meio de perfis nas redes sociais, grupos de WhatsApp, mecanismos de cadastramento e anúncios patrocinados para ampliar o alcance do conteúdo. Segundo o documento apresentado ao TSE, usuários eram incentivados a interagir com as publicações e posteriormente direcionados para grupos nos quais receberiam materiais de viés político-eleitoral para compartilhamento.
Ainda conforme o PL, a campanha teria sido impulsionada por anúncios pagos na plataforma Meta, alcançando mais de um milhão de visualizações. O partido estima que o investimento na divulgação tenha ficado entre R$ 70 mil e R$ 80 mil e sustenta que a utilização de recursos de uma pessoa jurídica para impulsionar conteúdo político-eleitoral viola a legislação eleitoral e resoluções do TSE.
Na representação, o PL pede que o instituto interrompa imediatamente a divulgação do material, informe os valores gastos na produção e na promoção do documentário e esclareça se mantém contratos com o governo federal ou partidos políticos.
Em resposta, o ICL afirmou que atua como uma plataforma de jornalismo independente e classificou a ação como uma tentativa de intimidar a liberdade de imprensa. O instituto declarou que o documentário é resultado de meses de investigação jornalística e negou atuar como instrumento de propaganda eleitoral ou possuir vínculo partidário.
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