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Moraes aguarda parecer da PGR para decidir futuro da Lei da Dosimetria no STF
Moraes aguarda parecer da PGR para decidir futuro da Lei da Dosimetria no STF
Congresso defende validade da norma, enquanto AGU pede suspensão por considerar redução de penas para 'atos antidemocráticos'
Por: Redação
20/05/2026 às 21:08

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda apenas a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para decidir sobre os pedidos de suspensão da chamada Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso e alvo de ações de inconstitucionalidade no Supremo.
Relator dos processos envolvendo a norma, Moraes determinou, em 11 de maio, que a Câmara dos Deputados, o Senado, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a PGR apresentassem manifestações antes da análise de um eventual pedido liminar. O ministro optou por ouvir previamente os órgãos envolvidos antes de decidir sobre a concessão de medida cautelar.
As ações protocoladas no STF pedem a suspensão imediata da lei sob alegação de inconstitucionalidade. Entre os autores estão a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a federação PSOL-Rede, além de partidos como PSD e a federação PT-PCdoB-PV.
Nas manifestações já apresentadas ao Supremo, Câmara e Senado defenderam a manutenção integral da norma. As duas Casas argumentam que o STF não poderia invalidar escolhas legislativas apenas por discordância sobre política criminal adotada pelo Congresso Nacional.
A posição da AGU, no entanto, divergiu do entendimento do Legislativo. O órgão defendeu a suspensão da lei, sob argumento de que o texto poderia enfraquecer a resposta penal a crimes contra o Estado Democrático de Direito e promover redução indevida de punições aplicadas a envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Moraes já rejeitou anteriormente pedidos individuais para aplicação imediata da Lei da Dosimetria, sustentando que a discussão sobre a validade da norma depende de análise mais ampla do plenário do STF. A expectativa, segundo interlocutores ouvidos pela publicação, é que o ministro se manifeste após o parecer da PGR sobre o caso.
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