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Moraes concede prisão domiciliar a condenada do 8 de Janeiro mãe de três filhos
Moraes concede prisão domiciliar a condenada do 8 de Janeiro mãe de três filhos
Ministro do STF autoriza ida para casa de mulher condenada a 17 anos e considera tempo de pena cumprido, bom comportamento e situação familiar
Por: Redação
20/05/2026 às 20:09

Foto: José Cruz/Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prisão domiciliar à condenada pelos atos de 8 de janeiro Juliana Gonçalves Lopes Barros, de 36 anos, mãe de três filhos e sentenciada a 17 anos de prisão pelos episódios ocorridos em Brasília em 2023.
Na decisão, Moraes levou em consideração o fato de Juliana ser mãe de duas crianças menores de 12 anos, além de um terceiro filho, bem como o tempo já cumprido da pena — três anos e quatro meses em regime prisional. A mulher estava detida em Luziânia, em Goiás.
Segundo a defesa, o alvará de soltura já foi expedido, permitindo que Juliana retorne ao convívio familiar. Em nota, os advogados afirmaram que os filhos aguardavam o reencontro e classificaram a decisão como relevante para preservação do núcleo familiar.
“Juliana é mãe de três filhos, que aguardavam ansiosamente por seu retorno ao lar”, afirmou a defesa. “A decisão representa um importante passo na preservação das garantias constitucionais, da dignidade da pessoa humana e da proteção da unidade familiar.”
Os advogados também sustentaram que, desde o início do processo, defenderam uma análise individualizada das condutas e a observância dos princípios do devido processo legal, ampla defesa e proporcionalidade.
Na decisão, Moraes afirmou que o estágio atual do cumprimento da pena autorizaria a substituição do regime por prisão domiciliar. O ministro também citou fatores como leituras, estudos, atividades laborais realizadas dentro da unidade prisional e o bom comportamento da condenada.
Mesmo em casa, Juliana permanecerá sob monitoramento eletrônico, com uso de tornozeleira. A decisão ainda determina restrições, incluindo proibição de uso de redes sociais e limitação de visitas, exceto advogados, que dependerão de autorização do STF. Moraes advertiu que eventual descumprimento das regras poderá resultar no retorno ao sistema prisional.
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