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Moraes aguarda parecer da PGR para decidir futuro da prisão domiciliar de Bolsonaro
Moraes aguarda parecer da PGR para decidir futuro da prisão domiciliar de Bolsonaro
Ministro do STF avaliará possível revogação do benefício após apreensão de arma registrada em nome do ex-presidente
Por: Redação
25/06/2026 às 09:47

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O prazo de 90 dias da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) termina nesta quinta-feira (25). A continuidade da medida dependerá da análise do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Moraes determinou que a PGR se pronuncie, em até 48 horas, sobre a possibilidade de Bolsonaro ter cometido falta grave em razão da apreensão de uma arma de fogo registrada em seu nome. Após o parecer, a defesa também terá prazo para apresentar manifestação.
A prisão domiciliar foi concedida em 27 de março por motivos de saúde, permitindo que o ex-presidente prosseguisse o tratamento médico após um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral.
O caso teve início após uma pistola registrada em nome de Bolsonaro ser apreendida com um sargento do Exército durante uma abordagem da Polícia Militar, em Taguatinga (DF). Em depoimento, o militar afirmou que havia recebido a arma para verificar uma falha mecânica antes de devolvê-la ao ex-presidente.
Em despacho, Alexandre de Moraes afirmou que a posse indevida de instrumento capaz de ofender a integridade física pode caracterizar falta grave, conforme a Lei de Execução Penal. Entre as possíveis consequências previstas na legislação estão a revogação da prisão domiciliar e a regressão do regime de cumprimento da pena.
A defesa de Bolsonaro argumenta que a arma estava inoperante porque havia tido o percussor retirado por integrantes da equipe de segurança. Segundo os advogados, o ex-presidente constatou o defeito e determinou que o armamento fosse encaminhado para reparo. A defesa também apresentou ao STF o certificado de registro da pistola.
Além de contestar a caracterização de falta grave, os advogados sustentam que Bolsonaro permanece com um quadro clínico complexo, citando diversas doenças crônicas e sequelas permanentes para defender a manutenção da prisão domiciliar.
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