Moraes autoriza visita de assessor do governo Trump a Bolsonaro na prisão
Darren Beattie poderá se encontrar com o ex-presidente na Papudinha, em Brasília, no dia 18 de março
Por: Redação
10/03/2026 às 22:57

Foto: Divulgação
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou nesta terça-feira (10) a visita do assessor sênior do governo dos Estados Unidos para assuntos relacionados ao Brasil, Darren Beattie, ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O encontro deverá ocorrer no dia 18 de março, entre 8h e 10h, na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação por tentativa de golpe de Estado. Como relator do processo no STF, Moraes é responsável por autorizar as visitas ao ex-presidente.
A defesa de Bolsonaro havia solicitado, em caráter excepcional, que o encontro fosse realizado nos dias 16 ou 17 de março. No entanto, Moraes negou o pedido e manteve o cronograma padrão de visitas da unidade prisional.
Na decisão, o ministro afirmou que não há previsão legal para alteração específica do calendário. “Os visitantes devem se adequar ao regime legal do estabelecimento prisional e não o contrário, no sentido de resguardar a organização administrativa e a segurança”, escreveu.
O magistrado também autorizou que Beattie esteja acompanhado de um intérprete, que deverá ser previamente identificado às autoridades responsáveis pela administração do presídio.
Assessor de Trump
Darren Beattie integra o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como assessor sênior para políticas relacionadas ao Brasil. Em declarações anteriores, ele já criticou o ministro Alexandre de Moraes, classificando-o como “principal arquiteto da censura e perseguição a Bolsonaro”.
No site do Departamento de Estado norte-americano, Beattie é descrito como um defensor da promoção da liberdade de expressão como instrumento de política externa.
O assessor deverá cumprir agenda no Brasil na próxima semana. Segundo fontes ligadas ao governo americano, ele participará no dia 18 de março de um evento em São Paulo sobre minerais críticos.
Contexto diplomático
A visita ocorre em meio a discussões dentro do governo dos Estados Unidos sobre a possibilidade de classificar facções criminosas brasileiras — como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) — como organizações terroristas estrangeiras.
O governo brasileiro tem manifestado preocupação com essa possibilidade, alegando que a medida poderia abrir espaço para pressões externas ou ações internacionais no país no âmbito do combate ao crime organizado.
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