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Moraes dá prazo à PF para explicar demora em investigação sobre publicações contra Bolsonaro

Moraes dá prazo à PF para explicar demora em investigação sobre publicações contra Bolsonaro

Ministro do STF cobra esclarecimentos da Polícia Federal sobre apuração iniciada após propaganda eleitoral de 2022 e afirma que determinação anterior não foi cumprida

Por: Redação

30/07/2026 às 14:58

Imagem de Moraes dá prazo à PF para explicar demora em investigação sobre publicações contra Bolsonaro

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) apresente, no prazo de cinco dias, explicações sobre a demora no andamento de uma investigação relacionada a publicações que associavam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao canibalismo durante a campanha eleitoral de 2022. A decisão foi tomada após a constatação de que uma ordem anterior da Corte não havia sido cumprida.

Segundo o despacho, a Secretaria Judiciária do STF informou que a Polícia Federal deixou de atender à determinação expedida anteriormente. Moraes destacou que os autos já haviam sido encaminhados à corporação para a adoção das providências necessárias, mas não houve resposta dentro do prazo estabelecido.

A investigação tem origem no segundo turno das eleições de 2022, quando a campanha do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou uma peça publicitária que resgatava uma entrevista concedida por Jair Bolsonaro ao jornal The New York Times, em 2016. No material, o então presidente afirmava que consumiria carne indígena caso isso fizesse parte da cultura local. A defesa de Bolsonaro recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e o ministro Paulo de Tarso Sanseverino determinou a retirada da propaganda, entendendo que o conteúdo havia sido apresentado de forma descontextualizada.

Após o encerramento das eleições, os processos foram remetidos ao STF. Em outubro de 2024, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a identificação dos responsáveis pelas publicações. Meta e Google informaram que os registros já não estavam disponíveis, enquanto a plataforma X comunicou que conseguiu recuperar parte do conteúdo investigado.

Na sequência, a PGR pediu que a Polícia Federal identificasse os autores das postagens e analisasse a atuação dos perfis entre 30 de outubro de 2022 e 10 de janeiro de 2023. Em dezembro de 2024, Moraes acolheu o pedido e estabeleceu prazo de 15 dias para que a corporação apresentasse nomes, CPFs e relatórios sobre as contas investigadas. Como a determinação não foi cumprida, o ministro voltou a cobrar providências da Polícia Federal.

 
 

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