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Moraes manda prender empresário por suposto esquema de venda de dados sigilosos
Moraes manda prender empresário por suposto esquema de venda de dados sigilosos
Investigação aponta acesso ilegal a informações de mais de 1,8 mil contribuintes, incluindo autoridades e familiares
Por: Redação
02/04/2026 às 14:07

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva do empresário Marcelo Conde, apontado como responsável por um suposto esquema de comercialização ilegal de dados sigilosos de órgãos federais.
A medida foi tomada no âmbito da Operação Exfil, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular uma rede que teria acessado indevidamente informações de 1.819 contribuintes, incluindo dados de autoridades públicas e familiares de ministros da Corte.
Segundo as investigações, Marcelo Conde — filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde — é apontado como líder da organização. Ele estaria foragido no exterior.
O inquérito descreve um sistema estruturado para obtenção e venda de informações confidenciais da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
De acordo com a Polícia Federal, o grupo atuava com apoio de servidores públicos, terceirizados e despachantes, que acessavam ilegalmente sistemas governamentais para extrair dados protegidos por sigilo.
As investigações indicam que o empresário pagava cerca de R$ 4,5 mil por cada conjunto de informações obtidas. Os dados coletados incluíam registros de integrantes do STF, do Tribunal de Contas da União (TCU), parlamentares e empresários.
Após o acesso, as informações eram comercializadas, segundo os investigadores, em um esquema que envolvia múltiplas consultas ilegais e posterior divulgação dos conteúdos.
Na operação, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. O material recolhido ainda está em análise, sob segredo de Justiça.
A investigação tem origem em um inquérito aberto em 2019 e foi posteriormente conectado a novas apurações iniciadas em 2026.
As autoridades agora tentam localizar o empresário no exterior para viabilizar sua extradição ao Brasil.
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