Operação que prendeu Deolane começou com troca de bilhetes em presídio
Investigação iniciada após apreensão de bilhetes em presídio paulista aponta movimentações financeiras suspeitas e suposta ligação com esquema do crime organizado
Por: Redação
21/05/2026 às 07:53

Foto: Reprodução
A influenciadora digital Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira (21) durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo em conjunto com o Ministério Público estadual, no âmbito de uma investigação sobre lavagem de dinheiro supostamente ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo os investigadores, a apuração teve início em 2019, após a apreensão de bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista.
Batizada de Operação Vérnix, a ação representa a terceira fase da investigação. De acordo com autoridades, os manuscritos apreendidos revelaram informações sobre a dinâmica interna da facção, a atuação de lideranças criminosas e possíveis planos contra agentes públicos. Um dos trechos mencionava uma “mulher da transportadora”, suspeita de auxiliar no levantamento de endereços de servidores públicos, fato que direcionou as investigações para uma empresa localizada em Presidente Venceslau.
Conforme a investigação, a transportadora foi posteriormente reconhecida judicialmente como instrumento utilizado para lavagem de dinheiro do crime organizado, dando origem a uma segunda fase da operação, denominada Lado a Lado. Nessa etapa, investigadores apontaram movimentações financeiras incompatíveis, crescimento patrimonial sem justificativa econômica aparente e o uso da empresa como suposto braço financeiro do PCC.
Durante o avanço das apurações, a análise de celulares e mensagens interceptadas indicou, segundo a Polícia Civil, possíveis repasses financeiros ligados a Deolane Bezerra e vínculos pessoais e comerciais entre a influenciadora e um dos supostos gestores da transportadora investigada. Os investigadores afirmam ainda ter identificado movimentações patrimoniais expressivas, circulação de valores milionários e aquisição de bens de alto padrão considerados incompatíveis com a origem financeira declarada.
A quebra de sigilos bancários também teria revelado movimentações classificadas como atípicas, além do uso de contas para circulação de recursos e operações envolvendo empresas sem capacidade financeira aparente. Nesta terceira fase da operação, as autoridades cumpriram seis mandados de prisão preventiva e determinaram bloqueios superiores a R$ 327 milhões, além da apreensão de 17 veículos, incluindo carros de luxo. A defesa da influenciadora ainda poderá se manifestar no decorrer do processo.
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