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Otto Alencar diz que não pautará anistia ampla a réus do 8 de Janeiro no Senado
Otto Alencar diz que não pautará anistia ampla a réus do 8 de Janeiro no Senado
Presidente da CCJ afirma que agentes de Estado não podem ser beneficiados; Alcolumbre articula alternativa que diferencia níveis de participação
Por: Redação
09/09/2025 às 22:06

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), declarou nesta terça-feira (9) que não colocará em votação no colegiado uma proposta de anistia ampla aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro, ainda que o texto seja aprovado pela Câmara dos Deputados.
“Não vou pautar na CCJ uma anistia ampla, geral e irrestrita. Anistiar agentes de Estado seria inconstitucional. Quem atentou contra a democracia deve ser punido”, disse em entrevista ao jornal O Globo.
Alencar destacou que manifestantes que tiveram participação secundária, como os que causaram pequenos danos ao patrimônio, poderiam ter suas penas revisadas. Já os financiadores e agentes públicos envolvidos, segundo ele, não devem ser beneficiados.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), articula uma alternativa que diferencia os réus conforme o grau de envolvimento nos atos. Otto avaliou que essa proposta teria viabilidade constitucional:
“Diferenciar os grupos é constitucional. Os agentes de Estado não podem ser anistiados, mas os que foram pagos [para participar no 8 de Janeiro] podem ter a punição revisada. O que Davi quer é mudar esses artigos para as velhinhas, quem derrubou o relógio. Se aprovar na Câmara e no Senado, o juiz diminui a pena”.
Reflexos eleitorais
Em relação às eleições presidenciais de 2026, Alencar afirmou que a posição do PSD será definida pelo presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab. Segundo ele, os governadores Ratinho Junior (PR) e Eduardo Leite (RS) estão entre os nomes cogitados.
Na Bahia, porém, Alencar afirmou que tem autonomia para decidir o apoio local. “Eu gosto do governo Lula, apoio as propostas. Ele [Lula] está convencido de que tem que disputar outra eleição. O Kassab diz que eu sou a esquerda do PSD”, disse.
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