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Páginas anônimas investem mais de R$ 1 milhão em anúncios contra lideranças da direita
Páginas anônimas investem mais de R$ 1 milhão em anúncios contra lideranças da direita
Levantamento aponta campanhas patrocinadas contra Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, enquanto os mesmos perfis divulgaram conteúdo favorável a Fernando Haddad
Por: Redação
30/06/2026 às 09:29

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Um grupo de sete páginas anônimas no Instagram e no Facebook investiu cerca de R$ 1 milhão em anúncios patrocinados nos últimos 90 dias para divulgar conteúdos contra lideranças da direita, segundo levantamento citado pela reportagem. As publicações tiveram como principais alvos o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
De acordo com o monitoramento das plataformas da Meta, os mesmos perfis também impulsionaram conteúdos favoráveis ao ex-ministro Fernando Haddad, apontado como pré-candidato do PT ao governo de São Paulo.
Embora possuam menos de 400 seguidores cada, as páginas alcançaram milhões de usuários por meio da compra de tráfego pago. Entre as peças patrocinadas, algumas associam Flávio Bolsonaro a milícias, enquanto outras classificam Tarcísio de Freitas como "traidor". Já as publicações favoráveis a Haddad destacam propostas relacionadas à redução de impostos sobre medicamentos.
Os perfis foram criados em períodos próximos, entre abril e junho, e utilizavam nomes como Radar do Planalto, Dossier Brasil 24H, O Contra-Fluxo, Panorama Brasil, Olho no Erro, Contra a Maré e Lente Escura. Também eram vinculados a páginas com textos em espanhol, o que, segundo o levantamento, reforça indícios de uma atuação coordenada.
Os responsáveis pelas campanhas distribuíram os recursos em dezenas de anúncios de menor valor, estratégia que, segundo a publicação, amplia o alcance do conteúdo e dificulta a identificação pelos sistemas automáticos de moderação das plataformas. A Meta não comentou o caso especificamente e informou apenas que possui regras para conteúdos relacionados às eleições de 2026.
A legislação eleitoral brasileira permite o impulsionamento de propaganda política apenas quando realizado por partidos, federações ou candidatos devidamente identificados. Especialistas em direito eleitoral afirmam que o anonimato e o financiamento de ataques políticos por meio de anúncios pagos podem violar as regras eleitorais vigentes.
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