Para conter avanço da oposição, PT aposta em Haddad no Senado
Ministro da Fazenda surge como nome petista para disputar vaga em 2026; estratégia busca impedir que direita domine cadeiras paulistas no Senado
Por: Redação
03/07/2025 às 08:58

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Com o avanço da direita nas articulações para 2026, cresce dentro do PT a pressão para que Fernando Haddad entre na disputa por uma das cadeiras do Senado por São Paulo. A ideia é clara: evitar que a oposição conquiste as duas vagas em jogo no estado e amplie seu poder na Câmara Alta.
A movimentação tem o aval do presidente Lula, que, apesar das recentes rusgas entre o Planalto e o Congresso, ainda demonstra confiança em Haddad. Mesmo desgastado por embates como o do IOF, o ministro da Fazenda segue sendo tratado como peça central no xadrez eleitoral petista.
Haddad é visto pela esquerda como um nome capaz de segurar a 'onda bolsonarista' — cuja força para 2026 inclui apostas pesadas, como Eduardo Bolsonaro em São Paulo e Michelle Bolsonaro no Distrito Federal. O próprio Jair Bolsonaro, em ato recente na Paulista, foi direto: “Se me derem 50% da Câmara e 50% do Senado, eu mudo o destino do Brasil”.
Dentro do PT, dois cenários estão na mesa. Um prevê Haddad ao governo estadual, com Geraldo Alckmin (PSB) disputando o Senado. Outro, mais provável neste momento, é o oposto: Haddad para o Senado e apoio a Márcio França (PSB) ao governo de São Paulo.
Do lado da oposição, os nomes cotados incluem o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), e o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL). Correndo por fora, aparecem o ex-ministro Ricardo Salles (Novo) e o deputado Marco Feliciano (PL).
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