
Foto: Reprodução/Redes Sociais
O número de cubanos que pediram refúgio no Brasil praticamente dobrou entre 2024 e 2025, em meio ao agravamento da crise econômica e social na ilha comandada pelo regime comunista. Segundo dados oficiais, as solicitações saltaram de pouco mais de 22 mil para quase 42 mil no período.
O avanço expressivo reflete o colapso interno de Cuba, marcado por escassez de alimentos, falta de gás de cozinha e cortes frequentes de energia elétrica. Relatos colhidos pela reportagem mostram que muitos cubanos vendem tudo o que têm para tentar deixar o país. Uma refugiada ouvida sob anonimato afirmou que decidiu sair após enfrentar dificuldades básicas de sobrevivência, como a ausência de comida e eletricidade.
Rotas irregulares e atuação de coiotes
Grande parte dos cubanos entra no Brasil por rotas alternativas. O trajeto mais comum envolve voo até a Guiana — um dos poucos destinos sem exigência de visto — e, de lá, uma longa viagem terrestre até Roraima, muitas vezes organizada por coiotes, que cobram valores elevados e submetem os migrantes a condições precárias.
Em fevereiro de 2026, autoridades de Roraima prenderam um suspeito de atuar como coiote, além de identificarem alojamentos clandestinos que abrigavam dezenas de imigrantes sem estrutura adequada.
Brasil vira alternativa diante de restrições nos EUA
Outro fator que impulsionou a migração foi o endurecimento das políticas migratórias dos Estados Unidos, tradicional destino de cubanos. Com menos portas abertas no Norte, o Brasil passou a ser visto como alternativa possível.
Embora a maior parte dos pedidos se concentre na região Norte, há deslocamento para estados do Sul e Sudeste, onde organizações oferecem abrigo, alimentação e aulas de português para facilitar a adaptação
Em nota, o Itamaraty afirmou que não impõe restrições à concessão de vistos para cubanos, enquanto o Ministério da Justiça reiterou a tradição brasileira de acolhimento a migrantes.
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