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PF aborda Marcos do Val no aeroporto e tornozeleira é instalada por ordem de Moraes
PF aborda Marcos do Val no aeroporto e tornozeleira é instalada por ordem de Moraes
Senador voltou ao Brasil após viagem não autorizada aos EUA; STF intensifica medidas cautelares contra parlamentar
Por: Redação
04/08/2025 às 08:23

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O senador Marcos do Val (Podemos-ES) foi abordado por agentes da Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (4) ao desembarcar no aeroporto de Brasília. A ação ocorreu por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o parlamentar retornar de uma viagem aos Estados Unidos feita sem autorização judicial.
Logo após a abordagem, foi determinada a instalação de tornozeleira eletrônica no senador, que agora passa a ser monitorado pelas autoridades. A medida integra um conjunto de sanções já impostas anteriormente por Moraes no âmbito de um inquérito que apura supostos ataques de Do Val contra a Polícia Federal.
Viagem negada e medida reforçada
Mesmo tendo comunicado a intenção de viajar com a família a Orlando, na Flórida, Do Val teve o pedido negado por Moraes no dia 16 de julho. O ministro justificou que o processo ainda está em curso e que caberia ao parlamentar “adequar suas atividades às medidas cautelares” — entre elas, a retenção de seus passaportes.
Ignorando a negativa, o senador embarcou no recesso parlamentar e permaneceu cerca de 10 dias fora do país. Em nota, Do Val afirma que informou previamente o STF, o Itamaraty e o Senado, e que portava toda a documentação diplomática regular no momento da viagem.
Críticas à condução do caso
A nova medida cautelar reacende críticas sobre o uso de tornozeleiras e outras sanções antes da conclusão de inquéritos. Parlamentares próximos a Do Val veem exagero por parte do Judiciário e apontam uma escalada de medidas que, na prática, constrangem o exercício do mandato de um senador eleito.
Em 2023, Moraes já havia bloqueado R$ 50 milhões das contas do parlamentar e determinado a apreensão de seus passaportes. Na ocasião, a Polícia Federal não localizou todos os documentos, pois um deles estaria no gabinete do senador, em Brasília.
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