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PF pede mais prazo ao STF para concluir análise de provas envolvendo Lulinha no caso INSS

PF pede mais prazo ao STF para concluir análise de provas envolvendo Lulinha no caso INSS

Corporação afirma que falta de efetivo impede conclusão das perícias e solicita mais tempo para finalizar diligências autorizadas por André Mendonça

Por: Redação

30/06/2026 às 07:00

Imagem de PF pede mais prazo ao STF para concluir análise de provas envolvendo Lulinha no caso INSS

Foto: Reprodução / Instagram

A Polícia Federal informou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que precisa de mais prazo para concluir a análise das provas relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga um suposto esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Entre as diligências pendentes está a análise do material obtido por meio da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha, medida autorizada pelo ministro em fevereiro. Mendonça havia determinado que a perícia em celulares, computadores, HDs, pen drives e outros equipamentos apreendidos fosse concluída em até 60 dias, após cobrar maior celeridade nas investigações.

Em manifestação encaminhada ao STF, a PF informou que deverá concluir, em até 30 dias, a análise dos equipamentos apreendidos com os investigados presos. Já a perícia do material recolhido dos demais alvos poderá levar até seis meses. Segundo a corporação, aproximadamente 40% dos cerca de 1,7 mil itens apreendidos já foram examinados.

A Polícia Federal atribuiu o atraso à falta de servidores. De acordo com o relatório, apenas 11 policiais atuam na investigação, embora o efetivo considerado necessário seja superior a 40 profissionais.

Além da cobrança por agilidade, André Mendonça determinou que a equipe responsável pela Operação Sem Desconto fosse mantida, exigindo justificativas para eventuais substituições. Apesar disso, a PF informou que o delegado responsável pelo caso retornou à sua região de origem e que o inquérito foi transferido para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores, setor responsável por investigações envolvendo autoridades com foro privilegiado.

A mudança gerou críticas de parlamentares da oposição, que passaram a questionar a condução das investigações. Uma das linhas de apuração busca esclarecer a suposta relação de Lulinha com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS" e apontado pela investigação como um dos principais operadores do esquema. Até o momento, não há conclusão da Polícia Federal sobre essa hipótese.

A investigação também aguarda definição sobre a proposta de colaboração premiada do empresário Maurício Camisotti e o cumprimento da ordem de prisão contra Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer, considerado foragido pela Justiça e apontado como um dos investigados no caso.

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