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PGR defende retirada de tornozeleira eletrônica de ex-ministro investigado no caso INSS

PGR defende retirada de tornozeleira eletrônica de ex-ministro investigado no caso INSS

Órgão enviou parecer ao STF afirmando que Ahmed Mohamad não adotou condutas para atrapalhar as investigações

Por: Redação

08/05/2026 às 09:37

Imagem de PGR defende retirada de tornozeleira eletrônica de ex-ministro investigado no caso INSS

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recomendou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a retirada da tornozeleira eletrônica usada por Ahmed Mohamad Oliveira Andrade, também conhecido como José Carlos Oliveira, ex-ministro do Trabalho no governo Jair Bolsonaro e ex-presidente do INSS.

O parecer foi encaminhado ao ministro André Mendonça na terça-feira (5) e sustenta que Ahmed Mohamad não apresentou comportamento considerado prejudicial às investigações conduzidas pela Polícia Federal.

O ex-ministro é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025 para apurar suspeitas de irregularidades envolvendo descontos associativos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Desde a operação, Ahmed Mohamad está submetido a monitoramento eletrônico e também foi alvo de mandados de busca e apreensão.

Segundo as investigações, durante sua gestão à frente do INSS, ele assinou e autorizou Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com entidades associativas suspeitas de arrecadar milhões de reais por meio de descontos considerados ilegais em benefícios previdenciários.

No parecer enviado ao STF, a PGR destacou a complexidade das investigações e afirmou que as situações dos investigados vêm sendo analisadas individualmente.

Além de Ahmed Mohamad, outros três investigados receberam parecer favorável do Ministério Público para retirada da tornozeleira eletrônica: André Luiz Martins Dias, Gilmar Stelo e Walton Cardoso Lima Júnior.

Por outro lado, a Procuradoria defendeu a manutenção da prisão preventiva de sete investigados ligados ao caso. Entre eles estão André Stefanutto, que ocupou o comando do instituto no governo Luiz Inácio Lula da Silva, além do ex-procurador-geral Virgílio de Oliveira Filho e do ex-diretor André Paulo Félix Fidélis.

A decisão final sobre a retirada da tornozeleira caberá ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

 

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