PGR pede que delação de investigado na “farra do INSS” seja refeita
Órgão questiona validade de acordo firmado pela PF e solicita nova negociação com participação do Ministério Público
Por: Redação
04/05/2026 às 21:01

Foto: Divulgação
A Procuradoria-Geral da República solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que o acordo de delação premiada do empresário Maurício Camisotti seja refeito.
Camisotti é investigado no caso conhecido como “farra do INSS”, que apura fraudes e desvios envolvendo aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social. O empresário firmou acordo de colaboração com a Polícia Federal após confessar participação no esquema.
No entanto, a PGR argumenta que o acordo celebrado pela PF não possui validade jurídica plena sem a participação do Ministério Público. Por isso, defende que a delação seja refeita com a devida intervenção do órgão.
O pedido foi encaminhado ao relator do caso, que ainda não decidiu sobre a solicitação. A manifestação ocorre após consulta feita pelo próprio ministro à PGR sobre os termos do acordo firmado.
As investigações apontam que Camisotti controlava entidades que realizavam descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. Entre elas estão associações que, segundo a apuração, movimentaram centenas de milhões de reais nos últimos anos.
De acordo com dados reunidos no inquérito, as entidades ligadas ao empresário teriam faturado cerca de R$ 580 milhões apenas no último ano, chegando a aproximadamente R$ 1 bilhão desde 2021.
O caso ganhou repercussão nacional após reportagens que revelaram o aumento expressivo na arrecadação dessas associações e levaram à abertura de investigação pela Polícia Federal, além de apurações da Controladoria-Geral da União.
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