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Planalto articula ofensiva para blindar Moraes e Toffoli na CPI do Crime Organizado

Planalto articula ofensiva para blindar Moraes e Toffoli na CPI do Crime Organizado

Governo apresenta 21 requerimentos contra oposicionistas para neutralizar tentativa de convocação de ministros do STF

Por: Redação

24/02/2026 às 09:17

Imagem de Planalto articula ofensiva para blindar Moraes e Toffoli na CPI do Crime Organizado

Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil

O Palácio do Planalto montou uma estratégia para tentar proteger os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli na CPI do Crime Organizado.

Nesta segunda-feira (23), o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e o senador Jaques Wagner (PT-BA) protocolaram 21 requerimentos mirando figuras centrais da oposição.

Entre os alvos estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, os ex-ministros Paulo Guedes, João Roma e Ronaldo Bento, além do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto.

Os petistas também pedem a convocação dos governadores Cláudio Castro (RJ) e Ibaneis Rocha (DF). Outra frente mira o senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com pedido de convocação de sua ex-contadora, Letícia Caetano dos Reis.

 

Estratégia para travar avanço da oposição

A movimentação ocorre às vésperas da votação de requerimentos que tentam convocar Moraes e Toffoli para prestar esclarecimentos à CPI. A leitura no Congresso é que o governo busca inundar a pauta com pedidos contra adversários para dificultar a aprovação das convocações dos ministros do STF e, ao mesmo tempo, desviar o foco para figuras ligadas ao campo conservador.

O PT controla a pauta da comissão por meio do presidente da CPI, o senador Fabiano Contarato (PT-ES). A expectativa é que ele coloque os requerimentos governistas para votação já nesta terça-feira, antes da apreciação dos pedidos que atingem integrantes do Supremo.

 

Placar apertado

A CPI é composta por 12 integrantes, sendo cinco da oposição. Para aprovar a convocação de Moraes e Toffoli, seria necessário o apoio do senador independente Alessandro Vieira (MDB-SE), considerado voto decisivo.

O presidente da comissão só vota em caso de empate, o que aumenta o peso das articulações de bastidores.

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