Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou falhas no uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), com registros de voos realizados com baixa ocupação entre 2020 e 2024. Segundo o levantamento, 111 viagens transportaram apenas um passageiro.
O relatório também identificou que 1.585 voos ocorreram com até cinco ocupantes, apesar de a menor aeronave disponível comportar ao menos oito pessoas. Em média, a taxa de ocupação dos voos foi de 55%, considerada baixa pelos auditores.
Diante dos dados, o TCU determinou que a Casa Civil apresente um plano para reformular as regras de utilização das aeronaves oficiais, com o objetivo de aumentar a eficiência e reduzir custos.
A Corte apontou que o governo poderia ter economizado cerca de R$ 36,1 milhões no período analisado caso tivesse priorizado voos comerciais em determinadas situações.
Outro ponto destacado foi a falta de justificativas detalhadas para o uso de aviões da FAB em diversos deslocamentos. Segundo o tribunal, há fragilidade nos controles internos, permitindo inclusive o embarque de passageiros sem verificação rigorosa dos critérios estabelecidos.
“O Comando da Aeronáutica não emite qualquer juízo de valor acerca da motivação do requerimento”, diz o relatório.
As aeronaves da FAB são utilizadas por autoridades dos Três Poderes, incluindo integrantes do Executivo, Legislativo e Judiciário. O TCU agora cobra mudanças para garantir maior transparência e racionalidade no uso dos recursos públicos.