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Planalto teme interferência dos EUA nas eleições de 2026 e vê risco político para Lula
Planalto teme interferência dos EUA nas eleições de 2026 e vê risco político para Lula
Governo avalia que avanço da agenda externa, impulsionado por ações de Trump na América Latina, pode enfraquecer discurso eleitoral do presidente brasileiro
Por: Redação
06/01/2026 às 07:41

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Apesar da relação descrita nos bastidores como de “boa química” entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Palácio do Planalto passou a demonstrar crescente preocupação com a possibilidade de interferência da Casa Branca nas eleições presidenciais brasileiras de 2026. A informação é do portal Metrópoles.
A avaliação ganhou força nas últimas semanas, diante do agravamento das tensões geopolíticas na América Latina e do histórico recente de atuação direta do governo norte-americano em disputas políticas na região. Auxiliares de Lula consideram que o atual cenário internacional pode influenciar de forma mais profunda o debate eleitoral brasileiro, algo visto internamente como um fator novo e difícil de controlar.
O alerta se intensificou após a operação liderada por Trump na Venezuela, no último sábado (3), que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Além disso, declarações do presidente norte-americano sugerindo possíveis ações militares na Colômbia, no México e em Cuba ampliaram o clima de apreensão no governo brasileiro.
Segundo integrantes do Planalto, a eleição de 2022 já havia sido marcada por forte influência do debate internacional. A diferença, agora, é que a política externa tende a assumir um papel mais “institucionalizado” na campanha de 2026, algo considerado inédito no processo eleitoral brasileiro e potencialmente desfavorável ao atual governo.
Aposta da oposição
No campo oposicionista, a leitura é distinta. Como mostrou o portal Metrópoles, líderes da direita avaliam que a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela retirou de Lula um de seus principais trunfos eleitorais: a tentativa de vender uma relação privilegiada com Trump.
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