PP avalia aproximação com Lula caso direita lance Flávio Bolsonaro em 2026
Dirigentes do Progressistas consideram petista favorito nesse cenário e admitem negociar espaço no governo
Por: Redação
08/01/2026 às 21:20

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Dirigentes do Progressistas (PP) passaram a considerar a possibilidade de apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caso a direita confirme o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como principal candidato à Presidência da República em 2026. A avaliação, segundo relatos de bastidores, parte do entendimento de que Lula largaria como favorito em um confronto direto nesse cenário
De acordo com caciques do partido, a estratégia seria pragmática: apoiar quem teria maiores chances de vitória para garantir espaço no governo federal, incluindo a ocupação de ministérios e a preservação de influência política. A leitura é tratada internamente como um cálculo de sobrevivência eleitoral, e não como alinhamento ideológico.
Essa disposição, no entanto, não é consensual nem definitiva. O cenário muda de forma significativa caso o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), decida entrar na disputa presidencial. Nesse caso, a tendência no PP seria permanecer no campo da oposição e construir uma aliança mais orgânica com a direita e o centrão, afastando qualquer aproximação com o Planalto.
Segundo dirigentes do PP, Tarcísio tem sinalizado que não pretende disputar o Planalto sem o apoio explícito de toda a direita, incluindo o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus filhos. Caso o nome escolhido seja Flávio Bolsonaro, o governador paulista indicou que apoiaria a candidatura e concentraria esforços na própria reeleição em São Paulo.
Esse posicionamento esfriou o entusiasmo de setores do PP que viam em Tarcísio uma alternativa competitiva contra Lula. O presidente do partido, Ciro Nogueira, passou a tratar como remota a hipótese de uma candidatura presidencial do governador paulista em 2026.
Nos bastidores, Flávio Bolsonaro demonstra confiança de que será o candidato da direita, apostando na manutenção de um eleitorado fiel e na redução gradual da rejeição ao sobrenome Bolsonaro. Aliados do senador avaliam que o desgaste do governo Lula e o avanço de forças conservadoras na América Latina poderiam favorecer seu desempenho eleitoral.
Parte do PP, contudo, considera que Flávio ainda enfrenta um teto eleitoral limitado em uma disputa nacional. Essa avaliação alimenta o dilema interno do partido: apostar em uma candidatura considerada frágil ou negociar antecipadamente com o governo federal para preservar influência política em um eventual segundo mandato de Lula.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil
Assine nossa news letter
Receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.




