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Prefeitura do Rio firma contrato de R$ 4 milhões com ONG apontada em auditoria da CGU

Prefeitura do Rio firma contrato de R$ 4 milhões com ONG apontada em auditoria da CGU

Instituto contratado para administrar vila olímpica foi alvo de relatório que apontou falhas operacionais e problemas na execução de projetos financiados com recursos públicos

Por: Redação

08/06/2026 às 07:38

Imagem de Prefeitura do Rio firma contrato de R$ 4 milhões com ONG apontada em auditoria da CGU

Foto: Arquivo/Prefeitura Rio

A Secretaria Municipal de Esportes do Rio de Janeiro firmou um contrato emergencial de R$ 4 milhões com o Instituto Realizando Futuro (IRF), organização que já foi alvo de auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU). A contratação foi publicada no Diário Oficial do município em 1º de junho e prevê a administração da Vila Olímpica Dias Gomes, localizada no bairro de Deodoro, na Zona Oeste da capital fluminense.

Em relatório concluído em novembro de 2025, a CGU apontou que o Instituto Realizando Futuro não possuía capacidade técnica e operacional suficiente para executar adequadamente projetos financiados por emendas parlamentares.

Segundo a auditoria, a estrutura física da entidade foi considerada insuficiente para a dimensão das atividades previstas. O documento também apontou ausência de metas claras nos planos de trabalho apresentados e falta de comprovação da experiência necessária para a execução dos projetos.

 

Auditoria apontou inconsistências em recursos públicos

Entre os problemas identificados pela CGU está uma despesa de aproximadamente R$ 2,5 milhões que, segundo o relatório, não teria sido revertida para a finalidade prevista em um projeto financiado por uma emenda parlamentar de R$ 8,3 milhões.

Apesar das observações feitas pelo órgão de controle, a entidade foi escolhida pela Prefeitura do Rio para assumir a gestão da Vila Olímpica Dias Gomes por um período de 12 meses.

A contratação ocorreu sem licitação, por meio de dispensa emergencial, mecanismo permitido pela legislação em situações consideradas excepcionais.

 

Prefeitura alega necessidade de continuidade dos serviços

A Secretaria Municipal de Esportes informou que a contratação emergencial foi necessária após o rompimento do contrato com o Instituto Fairplay, organização que administrava anteriormente a Vila Olímpica.

De acordo com a pasta, a rescisão ocorreu em razão de dificuldades financeiras e processos trabalhistas enfrentados pela antiga gestora, o que teria exigido uma solução imediata para evitar a interrupção das atividades esportivas oferecidas à população.

Segundo a secretaria, a escolha do Instituto Realizando Futuro teve como objetivo garantir a continuidade dos serviços prestados no equipamento público.

A pasta, contudo, não comentou os apontamentos feitos pela Controladoria-Geral da União sobre a atuação da entidade.

 

Caso ocorre após outro contrato cancelado

A contratação acontece poucas semanas após a Prefeitura do Rio cancelar uma parceria de R$ 6 milhões com o Instituto de Proteção das Garantias Individuais e Assistência Social (IPGIAS), outra organização que havia sido alvo de auditorias da CGU relacionadas à execução de emendas parlamentares.

O cancelamento ocorreu após a divulgação de reportagens sobre os apontamentos feitos pelo órgão de controle.

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