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Presidente da Câmara atribui decisão de Gilmar à polarização, mas admite “cabo de guerra” institucional
Presidente da Câmara atribui decisão de Gilmar à polarização, mas admite “cabo de guerra” institucional
Hugo Motta tenta minimizar reação do Senado, fala em conciliação e reconhece desgaste após ministro blindar impeachment contra si e colegas do STF
Por: Redação
04/12/2025 às 11:20

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (4) que a decisão do ministro Gilmar Mendes — que restringiu pedidos de impeachment contra integrantes do STF — seria “fruto da polarização”, embora tenha reconhecido que o país vive um “cabo de guerra” institucional entre Supremo e Senado. As declarações foram dadas durante o Fórum Jota.
Motta relatou ter conversado por telefone com Gilmar e pessoalmente com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), protagonista da reação mais dura contra a medida. Ele tentou adotar tom conciliador ao sugerir que STF e Senado devem encontrar um “caminho de conciliação pelo diálogo”, conforme consta na transcrição.
A liminar de Gilmar suspendeu o direito do cidadão de protocolar pedidos de impeachment contra ministros e transferiu ao PGR exclusividade na iniciativa — movimento imediatamente rotulado pela direita como “ADPF da blindagem”. Gilmar também alterou o quórum de admissibilidade de maioria simples para dois terços dos senadores, tornando o impeachment politicamente inviável.
A medida, vista no Congresso como tentativa de blindagem em causa própria, intensificou as críticas ao ativismo judicial e reforçou discussões sobre o fim das decisões monocráticas.
Em outro trecho da fala, Motta se referiu ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como “o maior líder da direita brasileira” ao comentar o cenário nacional marcado por tensões políticas, sanções internacionais e juros elevados. A menção foi bem recebida por parlamentares da oposição.
Reconhecimento de “fragilidade institucional”
Ao comentar o atrito entre Supremo e Senado, Motta admitiu que o conflito expõe “fragilidade institucional” e representa risco ao equilíbrio entre os Poderes, reforçando a percepção de que a decisão de Gilmar extrapolou limites aceitáveis, mesmo sob a ótica de líderes políticos moderados.
O episódio se soma à escalada de tensões provocada por decisões unilaterais de ministros do STF e à crescente pressão do Congresso para reagir institucionalmente.
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