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Presidente da CPMI pressiona por delação total de Vorcaro após transferência para PF
Presidente da CPMI pressiona por delação total de Vorcaro após transferência para PF
Carlos Viana afirma que colaboração parcial não será aceita e cobra revelações completas sobre esquema bilionário
Por: Redação
19/03/2026 às 21:58

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), elevou o tom após a transferência do empresário Daniel Vorcaro para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília e afirmou que um eventual acordo de delação premiada só será aceito se for completo.
A mudança de local de custódia, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, é vista como um passo decisivo nas negociações para colaboração do banqueiro, investigado no escândalo do Banco Master.
Durante declaração no Congresso, Viana foi direto ao estabelecer as condições para o acordo: “Ou ele faz uma delação completa, ou essa delação não vai ser aceita. Porque o princípio básico é, ele tem que apresentar dados novos que a investigação não tenha”.
Segundo o senador, qualquer tentativa de seleção de informações por parte da defesa deve ser rejeitada. A avaliação dentro da CPMI é de que apenas uma colaboração ampla poderá esclarecer a extensão do esquema investigado e identificar todos os envolvidos.
Vorcaro está preso desde o início de março, no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras, pagamentos indevidos a agentes públicos e a existência de estruturas paralelas de atuação.
Para Viana, a delação pode representar um ponto de virada nas investigações. “Ou ele conta tudo, ou vai enfrentar uma condenação que não será pequena”, afirmou, ao destacar a expectativa de que novos nomes e conexões venham à tona.
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