Quem são os 15 alvos da PF na operação contra a Refit
Investigação aponta esquema bilionário de fraude fiscal, lavagem de dinheiro e favorecimento institucional no Rio de Janeiro
Por: Redação
15/05/2026 às 17:26

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
A Polícia Federal identificou 15 alvos na Operação Sem Refino, deflagrada nesta sexta-feira (15), que investiga um suposto esquema bilionário envolvendo o Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.
Entre os investigados estão o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, o desembargador Guaraci de Campos Vianna, além de policiais civis, federais e integrantes da estrutura fazendária do estado.
O principal alvo da investigação é o empresário Ricardo Andrade Magro, apontado pela PF como líder da suposta organização criminosa. Segundo a investigação, o grupo é suspeito de operar um esquema de fraude fiscal, lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e evasão de divisas.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Moraes também determinou a inclusão do nome de Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localização e prisão de foragidos.
Segundo a PF, dos 15 alvos da operação, 13 são pessoas físicas e duas são pessoas jurídicas: a Refinaria de Manguinhos e a FIDD Administração de Recursos Ltda., apontadas como integrantes da estrutura investigada.
As investigações apontam que Cláudio Castro teria favorecido institucionalmente o grupo dentro da estrutura do governo estadual. Um dos pontos citados é a Lei Complementar 225/2025, apelidada pelos investigadores de “Lei Ricardo Magro”, por supostamente beneficiar o refinanciamento das dívidas da refinaria.
Outro alvo é o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual. Segundo a PF, ele teria sido escolhido para o cargo “por alinhamento de interesses” ligados ao grupo empresarial investigado.
A investigação também cita o ex-procurador-geral do Estado Renan Miguel Saad, que teria apresentado manifestação jurídica favorável à retomada das operações da refinaria após interdição determinada em outra operação policial.
O desembargador Guaraci de Campos Vianna é investigado por decisões judiciais consideradas favoráveis à refinaria mesmo após questionamentos de órgãos federais e do Superior Tribunal de Justiça.
Entre os servidores investigados também estão Adilson Zegur, apontado por interferir em áreas estratégicas da fiscalização tributária, e José Eduardo Lopes Teixeira Filho, citado em conversas analisadas pela PF.
Os escrivães da PF Márcio Cordeiro Gonçalves e Márcio Pereira Pinto também aparecem entre os alvos. Segundo a investigação, ambos teriam utilizado uma linha telefônica registrada em nome de uma pessoa morta desde 2021 para ocultar a identidade dos usuários.
A PF ainda investiga o policial civil Maxwell Moraes Fernandes, suspeito de atuar para interferir em ações que poderiam atingir o grupo investigado.
Outro nome citado é o de Renato Jordão Bussiere, investigado por atos supostamente favoráveis à refinaria quando presidia o Instituto Estadual do Ambiente.
Segundo a PF, o empresário Álvaro Barcha Cardoso também exerceria influência dentro da Secretaria de Fazenda do Rio e manteria contatos frequentes com integrantes do alto escalão da administração tributária estadual.
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