Relatório dos EUA aponta viés político em atuação de juízes no Brasil
Documento do governo Trump cita decisões parciais, lentidão processual e fragilidade no combate a crimes financeiros
Por: Redação
27/03/2026 às 08:00

Foto: Alex Wong/ Getty Images
Um relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos identificou problemas estruturais no sistema de Justiça brasileiro, com críticas diretas à atuação de magistrados e à eficiência no combate a crimes financeiros.
O documento, produzido durante o governo Donald Trump, afirma que decisões judiciais no Brasil podem estar sendo influenciadas por “fortes vieses políticos”, com impactos que ultrapassam o cenário interno.
“Juízes agindo com fortes vieses políticos proferem decisões com ampla relevância doméstica e pretendido impacto internacional, o que permanece sem solução”, destaca o relatório.
Além das críticas à imparcialidade, o estudo aponta demora na tramitação de processos como um fator que compromete o sistema. Segundo o texto, a lentidão frequentemente leva à prescrição de casos antes do julgamento, especialmente diante de prazos legais rígidos.
O relatório integra uma análise mais ampla sobre o combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado. De acordo com o documento, as principais fontes de recursos ilícitos no Brasil incluem corrupção pública, contrabando de migrantes, crimes ambientais e tráfico de drogas, armas e mercadorias falsificadas.
O texto também detalha os mecanismos utilizados para lavagem de dinheiro, citando o uso de bancos, imóveis, contas fictícias, paraísos fiscais, apostas online, criptomoedas e bens de alto valor, como veículos, obras de arte e animais de elite.
Considerado um dos principais instrumentos de avaliação internacional dos Estados Unidos, o relatório serve como base para decisões de política externa, incluindo acordos bilaterais, cooperação em segurança e possíveis medidas de pressão diplomática.
O governo norte-americano também classificou facções brasileiras como ameaças relevantes para a segurança regional. Segundo o documento, grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) têm atuação ligada ao tráfico de drogas, à violência e ao crime transnacional.
Embora não tenha antecipado uma eventual classificação dessas organizações como terroristas, Washington afirmou estar “totalmente empenhado” em adotar medidas contra grupos estrangeiros envolvidos em atividades ilícitas.
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