Rueda dizia que ganharia bilhões para intermediar venda do Master
Presidente do União Brasil disse a interlocutores que negócio renderia a ele muito dinheiro e vendia proximidade com o presidente do BRB
Por: Redação
18/03/2026 às 07:56

Foto: Agência Senado
O presidente do União Brasil, Antônio Rueda, passou a ser citado nos bastidores de articulações envolvendo o Banco Master e a possível venda da instituição ao BRB, em um episódio que intensifica a disputa política em Brasília.
De acordo com relatos divulgados pelo site Metrópoles, Rueda teria afirmado que poderia lucrar bilhões com a concretização do negócio. A aproximação entre o dirigente partidário e o banqueiro Daniel Vorcaro teria ocorrido por intermédio de Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB.
À frente de um dos maiores partidos do país, Rueda já vinha sendo observado tanto pelo Palácio do Planalto quanto por órgãos de investigação. O crescimento patrimonial acelerado e o estilo de vida marcado por ostentação, com festas e bens de alto padrão, passaram a chamar atenção no meio político.
Mensagens reveladas indicam que houve tentativa de aproximação direta entre Rueda e Vorcaro. Em um dos diálogos, o então presidente do BRB relata ao banqueiro um encontro com o dirigente partidário e transmite o interesse em uma reunião entre ambos.
Além disso, Rueda também teria atuado para direcionar recursos do Fundo de Previdência do Rio de Janeiro para aplicações no Banco Master, ampliando o alcance das suspeitas envolvendo o caso.
Nos bastidores, o governo federal enxergou inicialmente a investigação como uma oportunidade de atingir lideranças do chamado Centrão. A avaliação interna era de que o avanço do caso poderia enfraquecer nomes como Rueda, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil), grupo considerado estratégico para uma eventual candidatura de oposição nas próximas eleições.
No entanto, a estratégia acabou sofrendo um revés. Revelações posteriores indicaram vínculos também com figuras próximas ao governo. Entre os nomes citados estão o ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que teriam mantido contratos com o Banco Master.
Segundo as informações, Lewandowski teria permanecido vinculado à instituição mesmo durante sua atuação como ministro da Justiça, enquanto Mantega receberia valores expressivos em contratos mensais.
Outro ponto que ampliou o impacto político foi a revelação de que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), teria solicitado a contratação de Mantega. Além disso, uma empresa ligada à sua nora também aparece entre as beneficiadas por pagamentos do banco.
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